Juiz Decide Que Oleoduto Polêmico Pode Continuar Fluindo, Porque Claro Que Pode
Juiz federal permite que oleoduto polêmico na costa da Califórnia continue operando, citando segurança nacional, e multa a empresa em meros US$ 1,5 milhão para dar uma satisfação.
Em uma medida que não surpreenderá absolutamente ninguém que esteja prestando atenção, um juiz federal decidiu que um oleoduto polêmico na costa da Califórnia pode continuar operando, apesar dos protestos do estado e do revirar de olhos coletivo dos ambientalistas.
O juiz Stephen Wilson deu sinal verde esta semana à Sable Offshore Corporation, permitindo que o oleoduto perto de Santa Bárbara continue bombeando petróleo. O oleoduto estava desativado desde 2015, quando um cano rompido causou um dos piores derramamentos de petróleo da Califórnia, mas retomou as operações no início deste ano, depois que o ex-presidente Donald Trump ordenou sua reabertura, citando necessidades energéticas durante a guerra no Irã.
O estado da Califórnia vinha tentando impedir a Sable, chamando as ações da empresa de "invasão flagrante de terras públicas" que causaria danos irreparáveis. Mas a administração Trump invocou a Lei de Produção de Defesa (DPA), que dá ao presidente autoridade sobre indústrias para a defesa nacional, e a empresa argumentou que ordens federais se sobrepõem às regulamentações estaduais. Porque, claro, elas se sobrepõem.
O juiz Wilson decidiu que a ordem da DPA "prevalece sobre a aplicação de qualquer lei estadual que conflite com a capacidade da Sable de operar o oleoduto em terra, incluindo a alegação de invasão". Ele também multou a Sable em US$ 1,5 milhão por violar o decreto de consentimento sem autorização - um tapa na mão que custa aproximadamente o equivalente a alguns dias de receita de petróleo.
A Sable comprou o oleoduto da ExxonMobil em 2024 e estava ansiosa para retomar a produção offshore desde então. Em março, a administração Trump usou a DPA para ordenar que a empresa "restaurasse a operação" para lidar com "riscos de interrupção no fornecimento" causados pelas políticas da Califórnia - porque nada diz segurança nacional como perfuração de petróleo ao longo de uma costa pitoresca.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, argumentou que o oleoduto melhoraria o fornecimento de petróleo e restauraria um sistema "vital para nossa segurança nacional e defesa". Ele também fez uma crítica aos líderes estaduais, dizendo que eles não aderiram "a esses mesmos princípios", com "consequências potencialmente desastrosas".
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, em uma declaração repleta de sarcasmo, disse que as ações de Trump no Oriente Médio fizeram os preços da gasolina dispararem, e que o presidente está "usando esta crise que ele mesmo criou para tentar o que ele queria fazer há anos: abrir a costa da Califórnia para seus amigos da indústria do petróleo para que eles possam envenenar nossas praias".
O Departamento de Justiça da Califórnia disse que está "revisando todas as nossas opções legais" e que a administração Trump "continua permitindo que a Sable lucre às custas do nosso meio ambiente e da saúde pública". Eles prometeram "continuar lutando contra as tentativas de interferir em nossa autoridade soberana".
O caso vem se arrastando pelos tribunais há meses, e esta decisão é apenas o capítulo mais recente na saga contínua entre estados e governo federal, com o meio ambiente no meio. Fique ligado para o recurso inevitável, porque esta história está longe de terminar - e o fluxo de petróleo também não.
The Good Times
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