A Administração Federal de Aviação, em uma jogada que só pode ser descrita como 'enterrar a notícia principal em uma avaliação ambiental de rotina', revelou novos detalhes sobre um projeto da SpaceX chamado Starfall. A FAA emitiu a avaliação em 15 de maio e um registro de decisão aprovando voos de teste, concluindo que os testes não prejudicariam significativamente o meio ambiente. Depois, esperou até 29 de maio para realmente contar a alguém sobre isso, porque nada diz 'transparência' como um atraso de duas semanas.
Os documentos descrevem o Starfall como um veículo de reentrada não tripulado projetado para apoiar a manufatura no espaço e a entrega de carga ponto a ponto. Pense nisso como um drone de entrega de pizza, mas para microgravidade, e a pizza são materiais industriais. De acordo com a FAA, a SpaceX imagina o Starfall como um 'sucessor proliferado' da Estação Espacial Internacional, ajudando a criar 'uma economia de manufatura autossustentável no espaço'. Porque nada diz 'autossustentável' como precisar de uma empresa de foguetes massiva para lançar seus suprimentos.
Os voos de teste aprovados envolvem duas reentradas de cápsulas Starfall no Oceano Pacífico, a cerca de 1.300 quilômetros das costas da Califórnia e do México. As cápsulas têm forma de disco, 0,75 metros de altura e 3,1 metros de diâmetro - basicamente um disco voador ligeiramente mais alto que um gnomo de jardim. Elas têm propulsores de controle de atitude a gás frio, mas nenhuma capacidade de sair de órbita por conta própria, então são essencialmente frisbees muito caros que precisam de carona para casa.
O veículo consiste em uma placa superior (1.400 quilogramas, parcialmente envolta em material de proteção térmica misterioso) e um escudo térmico (700 quilogramas, fibra de carbono, contendo garrafas de gás nitrogênio). Ele pousa usando um único paraquedas principal, com o escudo térmico ejetado antes do pouso na água. A SpaceX recuperará todos os elementos por barco, porque deixar hardware espacial caro no oceano é ruim para os negócios.
A avaliação ambiental não especifica quando os voos de teste acontecerão, mas está claro que a SpaceX vê estes como protótipos para naves espaciais produzidas em massa, capazes de transportar até 1.000 quilogramas de carga. Isso coloca a SpaceX na posição estranha de competir com empresas que dependem dela para serviços de lançamento, como a Varda Space Industries (que voou seis naves espaciais da série W em missões da SpaceX), a Inversion (cuja nave Ray teve problemas técnicos em um rideshare de 2025) e a Atmos Space Cargo (que voou seu primeiro veículo de reentrada em uma missão da SpaceX em 2025). Outros aspirantes incluem Catalyx Space, Lux Aeterna e Reditus Space, todas planejando voos de teste até o próximo ano - e todas presumivelmente esperando que a SpaceX não decida prejudicá-las nas taxas de entrega.