Chanceler Pede a Todos os Departamentos que Encontrem Cortes de 1%, Porque a Defesa Não se Financia Sozinha (Aparentemente)
O Chanceler John Healey pede a todos os departamentos que encontrem cortes de 1% para preencher um buraco de £4,7 bilhões no financiamento da defesa, enquanto Kemi Badenoch ironiza que Putin deve estar apavorado. Spoiler: provavelmente não.
O Chanceler John Healey instruiu todos os departamentos governamentais a localizar cortes de 1% em seus orçamentos de capital, tudo para tapar um buraco de £4,7 bilhões no Plano de Investimento em Defesa. Isso vem logo após os cortes de 1% que os departamentos já foram solicitados a fazer no início deste ano, que cobriram os £10,3 bilhões iniciais do preço total de £15 bilhões do plano. Então, recapitulando: corte uma vez, corte duas vezes, e esperemos que ninguém perceba a matemática.
O plano até aumentou os gastos com defesa, mas Healey ainda está sob pressão para explicar como atingirá a meta adicional de gastar 3% da renda nacional em defesa até 2030. A líder conservadora Kemi Badenoch não ficou impressionada, acusando o chanceler de oferecer "um plano para ter um plano" e acrescentando, com uma cara séria: "Aposto que [Vladimir] Putin está realmente assustado agora." Presume-se que o Kremlin esteja tremendo.
Em seu discurso do Orçamento, Healey insinuou que atingir a meta de 3% exigiria mais cortes, dizendo aos parlamentares que isso envolveria "olhar com atenção para os gastos públicos". Ele prometeu detalhar exatamente como o Reino Unido chegaria a 3% até 2030 - e 3,5% do PIB até 2035 - na revisão de gastos do próximo ano. Os departamentos ainda não decidiram o que será cortado de seus orçamentos de capital, que se concentram em investimentos de longo prazo em vez de gastos do dia a dia. No início deste ano, vários grandes esquemas de melhoria de estradas foram cancelados para pagar o aumento dos gastos com defesa. Prioridades, pessoal.
Badenoch não havia terminado, criticando Healey por não usar seu Orçamento para explicar como aumentaria o financiamento da defesa para 3%. "Ele é o homem que está tornando nosso país menos seguro. Ele falhou em seu próprio teste. Isso é culpa dele, e ninguém jamais esquecerá", disse ela. Os conservadores já haviam instado o governo a pagar pela defesa cortando o orçamento de bem-estar social - porque nada diz 'seguro' como aparar a rede de segurança.
O Secretário-Geral da OTAN, Mark Rutte, ofereceu uma visão mais diplomática, dizendo que o Reino Unido estava em "um caminho crível para cumprir o compromisso feito por todos os Aliados da OTAN em Haia - de garantir que todos estejamos investindo o necessário para permanecermos prontos e capazes de dissuadir a agressão e defender nossa liberdade e segurança."
De forma constrangedora, no início deste ano Healey renunciou ao cargo de secretário de defesa, acusando o então primeiro-ministro Sir Keir Starmer de não fornecer dinheiro suficiente para manter o Reino Unido seguro. Em uma carta de renúncia mordaz, ele enfatizou sua crença na importância de atingir uma meta de 3% até 2030. Agora, como chanceler, Healey disse à Câmara dos Comuns na quarta-feira: "Na revisão de gastos do próximo ano, confirmo que detalharei como cumpriremos nosso compromisso com a OTAN de gastar 3,5% do PIB em defesa até 2035, com uma meta de 3% em 2030. E hoje, estou colocando o trabalho em andamento para chegar lá de forma fiscalmente sustentável."
Além de olhar para os gastos públicos, Healey disse que queria usar "financiamento mais inovador ao lado do setor privado e nossos aliados internacionais". Daí uma lista de iniciativas: iniciar negociações de tratados com Finlândia, Polônia e Países Baixos para estabelecer um "mecanismo de defesa multilateral" permitindo que aliados compartilhem recursos; aumentar o investimento privado em defesa por meio de parcerias público-privadas; e direcionar o Fundo Nacional de Riqueza e o Banco de Negócios Britânico para investir £5 bilhões em "defesa, tecnologia de uso dual e capacidade soberana".
O Escritório de Responsabilidade Orçamentária estima que a meta do governo do Reino Unido de aumentar os gastos com defesa para 3,5% do PIB até 2035 custará £35 bilhões. Helen Millier, diretora do Instituto de Estudos Fiscais, ofereceu um choque de realidade: "Aumentar o investimento em empresas de defesa pode contribuir para a meta, mas não está claro quanto isso levará a um aumento nas capacidades de defesa do Reino Unido. Há muito mais a percorrer para chegar a 3% do PIB em defesa e é difícil acreditar que este governo queira chegar lá sem aumentar os totais de gastos." Em outras palavras: boa tentativa, mas a matemática ainda não fecha.
Em seu discurso do Orçamento, Healey também anunciou £10 bilhões de apoio econômico e militar à Ucrânia, na forma de empréstimos e ex
The Good Times
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