TÓQUIO - A startup indiana de lançamentos Skyroot Aerospace está se preparando para sua primeira tentativa de lançamento orbital já em 12 de julho, com planos de escalar rapidamente para lançamentos mensais. Por que começar pequeno quando se pode mirar na lua - ou pelo menos na órbita baixa da Terra?
A Skyroot anunciou em 2 de julho que seu foguete Vikram-1 estava na plataforma do Centro Espacial Satish Dhawan, o principal local de lançamento da Índia. A janela de lançamento abre em 12 de julho e vai até 4 de agosto, dando à empresa tempo de sobra para encontrar o momento certo para enviar um monte de cubesats para o céu.
A missão, chamada Aagaman, é principalmente um voo de teste do foguete - o primeiro veículo de lançamento orbital desenvolvido privadamente na Índia. Está carregando vários cubesats e cargas úteis hospedadas de clientes nacionais e internacionais, visando uma órbita a 450 quilômetros de altitude com inclinação de 60 graus. Sabe, coisas espaciais padrão.
"O objetivo mais importante da Missão Aagaman é capturar os dados reais de desempenho em voo de cada sistema no Vikram-1", disse Pawan Kumar Chandana, cofundador e CEO da Skyroot, em um comunicado. "Isso nos ajudará a validar nossos projetos e informar o desenvolvimento subsequente do veículo enquanto construímos um programa de lançamento comercial confiável e de alta cadência." Em outras palavras, eles querem ver se a coisa realmente funciona antes de começar a vender ingressos.
O Vikram-1 é um foguete de quatro estágios usando motores sólidos para os três estágios inferiores e um estágio de impulso líquido. É projetado para colocar até 350 quilogramas em órbita baixa da Terra. Parte de sua tecnologia foi testada usando um foguete suborbital, o Vikram-S, lançado em 2022 - porque você tem que engatinhar antes de voar, e voar antes de orbitar.
"Com o Vikram-S em 2022, validamos a base de nossa pilha de tecnologia", disse Naga Bharath Daka, cofundador e COO da Skyroot, em um comunicado. "Com o Vikram-1, damos nosso maior passo até agora em direção a um programa de lançamento confiável e de alta cadência construído na Índia, para a Índia e o mundo." Ou pelo menos para clientes pagantes.
O lançamento vem na esteira da captação de US$ 60 milhões em maio, com uma avaliação de US$ 1,1 bilhão. Esse financiamento ajudará a Skyroot a escalar a produção do Vikram-1 e trabalhar no foguete maior Vikram-2. Porque um foguete nunca é suficiente.
Durante um painel na conferência Spacetide em 7 de julho, Ashwin Mahavadi, vice-presidente sênior de negócios e estratégia da Skyroot, disse que a empresa está planejando até dois lançamentos adicionais do Vikram-1 este ano. Eles também estão preparando uma versão atualizada, o Vikram-1U, com propulsores laterais, prevista para o primeiro trimestre de 2027, que aumentará a capacidade de carga para 550 quilogramas. Porque 350 quilos simplesmente não estavam dando conta.
A empresa quer escalar rapidamente os lançamentos assim que o Vikram-1 entrar em serviço. "Entre o Vikram-1 e o Vikram-1U, temos capacidade de produção interna para fabricar quase um foguete por mês", disse Mahavadi. "Essa é a cadência que a empresa busca alcançar nos próximos meses, uma vez que a confiabilidade seja estabelecida." Então, talvez lançamentos mensais até 2028? Veremos.
A Skyroot, fundada em 2018, se beneficiou das reformas na política espacial do governo indiano, visando promover o setor espacial comercial. Isso inclui acesso a bancadas de teste e infraestrutura de lançamento da ISRO. "Se tivéssemos que investir nas bancadas de teste e nas plataformas de lançamento, nossos requisitos de capital seriam muito maiores", disse Mahavadi. "A Skyroot conseguiu atrair capital e obter acesso às instalações da ISRO para realmente comprimir os prazos de desenvolvimento de produtos." Por que construir sua própria plataforma de lançamento quando se pode pegar emprestada a do vizinho?
Um desenvolvimento mais recente: novos incentivos governamentais para encorajar o lançamento de satélites em veículos indianos. Mahavadi disse que o programa subsidiará os custos de lançamento em 30%, até US$ 3.000 por quilograma. "Isso é um enorme impulso para as empresas de satélites emergentes na Índia", disse ele. "A Skyroot é uma das principais beneficiárias." Dinheiro grátis para o espaço? Sim, por favor.
Ele acrescentou que a empresa está aberta a expandir além da Índia, potencialmente estabelecendo uma subsidiária no Ja