SALT LAKE CITY - A Aerospace Corp. está apostando tudo na sua aposta de que o futuro do voo espacial é plano, continuando a demonstrar a viabilidade dos DiskSats em forma de panqueca após o seu lançamento em dezembro num Rocket Lab Electron.
“É o maior avanço em satélites containerizados desde que os cubesats foram introduzidos no início dos anos 2000”, disse Darren Rowen, engenheiro-chefe da missão de demonstração DiskSat, à SpaceNews. Porque nada diz progresso como comparar a sua tecnologia com algo de 20 anos atrás.
Após o lançamento da Instalação de Voo Wallops da NASA, na Virgínia, quatro DiskSats foram implantados a partir do dispensador personalizado da Aerospace a uma altitude de 550 quilómetros. Os DiskSats de 17 quilogramas estão agora a descer lentamente devido ao arrasto atmosférico, porque até os satélites apreciam uma boa descida gradual, enquanto os engenheiros procedem à comissionamento dos sistemas de propulsão elétrica de emissão de campo Nano da Enpulsion.
Os propulsores da Enpulsion são necessários para mover os DiskSats para a órbita terrestre muito baixa (VLEO), uma altitude inferior a 300 quilómetros. Porque porque contentar-se com a órbita terrestre baixa normal quando se pode ir extra baixo?
“A descida propulsiva e a sustentação em altitude mais baixa virão a seguir”, disse Catherine Venturini, investigadora principal da missão de demonstração DiskSat. Virão a seguir, presumivelmente, depois de descobrirem como evitar que as baterias morram.
Os DiskSats são marcadamente diferentes dos microssatélites tradicionais. O barramento com 1 metro de diâmetro e 2,5 centímetros de profundidade foi construído com faces de compósito de fibra de carbono coladas a um núcleo de favo de mel de alumínio. É basicamente um satélite que poderia servir como um porta-copos muito caro.
“Vimos compósitos leves usados na aviação e noutras indústrias, mas eles não chegaram às estruturas primárias de naves espaciais”, disse Rowen. Porque os satélites são notoriamente conservadores quando se trata de adotar novos materiais.
Devido ao fator de forma incomum, os engenheiros da Aerospace redesenharam ou modificaram os subsistemas de gestão de energia, comunicações, controlo de atitude e térmicos. Essencialmente, tiveram de descobrir como fazer tudo funcionar numa forma que se assemelha a um disco de hóquei gigante.
“A fase de órbita inicial da missão DiskSat foi um tempo de aprendizagem intensa de 'primeiras vezes' em muitas frentes”, escreveram Rowen, Venturini e coautores em “DiskSat: Desempenho em Órbita e Lições Aprendidas do Voo Inaugural de Satélites Bidimensionais”, um artigo apresentado na Conferência de Pequenos Satélites de 2026. “Com quase todos os subsistemas sendo novos, fosse o barramento, o dispensador, o rádio de banda S ou a rede terrestre, a equipa de operações enfrentou uma curva de aprendizagem íngreme.” Tradução: tudo era novo, e eles não faziam ideia do que estavam a fazer, mas aprenderam muito.
O controlo térmico foi um desafio, pois propulsores, cargas úteis, rastreadores de estrelas e outros componentes foram montados nos exteriores dos DiskSats. “Tivemos de fazer muita engenharia para descobrir como evitar que ficassem demasiado quentes e demasiado frios”, disse Rowen. Porque o espaço tende a ser extremo, e os satélites são exigentes quanto às suas temperaturas.
O dispensador personalizado foi outro grande risco porque “se não funcionar, a missão acaba”, disse Rowen. Sem pressão nem nada.
Uma vez em órbita, os engenheiros da Aerospace descobriram luz parasita a atingir os rastreadores de estrelas, um problema que remediaram revendo o conceito de operações do DiskSat. Porque nada diz 'curva de aprendizagem íngreme' como ter de mudar todo o seu plano operacional por causa de uns fotões irritantes.
Os aquecedores de bateria a consumir energia de forma desigual causaram problemas mais sérios. Os engenheiros conseguiram mitigar uma falha no design do aquecedor de bateria através de software. Quando a alteração “foi totalmente implementada e carregada, ambas as baterias no DiskSat C e uma bateria no DiskSat A foram permanentemente desativadas”, de acordo com o artigo. Então, algumas baterias estão mortas, mas ei, pelo menos não estão demasiado quentes ou frias.
“Esta foi uma lição dolorosa”, disse Rowen em 24 de agosto na Conferência de Pequenos Satélites. “De