Num desenvolvimento que não surpreenderá absolutamente ninguém que já tenha olhado para Chicago, a NASA confirmou que as maiores áreas metropolitanas do Meio-Oeste são bastante brilhantes à noite. Em 18 de outubro de 2026, um astronauta a bordo da Estação Espacial Internacional capturou uma foto grande-angular às 4h54 no Horário de Verão Central (09h54 Tempo Universal), revelando cidades iluminadas, grandes e pequenas, por toda a paisagem escurecida do leste dos Estados Unidos. As horas que antecedem o amanhecer trouxeram céus limpos sobre grande parte da região, presumivelmente porque a atmosfera decidiu cooperar para variar.

Chicago, Illinois, e Detroit, Michigan, destacam-se como algumas das feições mais brilhantes, porque é claro que sim. Cidades de médio porte — incluindo Indianápolis, Indiana; Cincinnati, Ohio; e Louisville, Kentucky — e suas interconexões ao longo de rodovias estaduais e interestaduais também brilham intensamente, formando uma teia de luzes noturnas que se parece suspeitosamente com uma placa de circuito projetada por alguém que realmente adora espraiamento urbano.

Acima deste show de luzes terrestre e da atmosfera inferior da Terra, uma camada difusa de verde e laranja é visível ao longo do horizonte à esquerda. Esta faixa de luz é o airglow, produzido quando a luz solar atinge átomos e moléculas na atmosfera superior e faz com que eles ejetem fótons — um fenômeno que é essencialmente a maneira da atmosfera de se exibir. À direita, a luz do Sol curva-se sobre o horizonte; o nascer do sol estava a cerca de uma hora de distância na Costa Leste e a cerca de duas horas em Chicago, dando aos madrugadores um aviso prévio.

Fotos de astronautas e outras observações de sensoriamento remoto de luzes noturnas são cientificamente valiosas para rastrear mudanças no ambiente construído. Por exemplo, a paisagem luminosa de Chicago parece um amarelo pálido homogêneo na visão ampla acima. Mas em fotos detalhadas, uma variedade de cores provenientes de diferentes tipos de iluminação é discernível, porque até mesmo as luzes da cidade têm problemas de compromisso. Usando o extenso arquivo Gateway to Astronaut Photography of Earth da NASA, pesquisadores desenvolveram um método para distinguir tipos de iluminação dentro dos pixels de fotos noturnas. Quantificar sistematicamente o brilho, a cor e a extensão das luzes urbanas pode fornecer insights sobre como as cidades crescem e evoluem — ou, em alguns casos, como elas se recusam a consertar aquele poste de luz piscando.

Sensores de satélite também observam mudanças na iluminação. Em particular, o conjunto de produtos de luzes noturnas Black Marble da NASA usa observações de satélite para produzir registros de qualidade científica de luzes noturnas em todo o globo em escalas de tempo diárias, mensais e anuais. No leste dos EUA, cientistas usaram esses dados para rastrear desde quedas de energia e restauração após grandes tempestades até mudanças de iluminação associadas a novas infraestruturas e transições para iluminação LED de formas mais antigas. Porque nada diz "progresso científico" como monitorar se o seu vizinho finalmente trocou para LEDs.

A fotografia de astronauta ISS075-E-226709 foi adquirida em 18 de outubro de 2026, com uma câmera digital Nikon Z9 usando uma distância focal de 14 milímetros, e a fotografia ISS070-E-105097 foi adquirida em 1º de março de 2024, com uma câmera digital Nikon D5 usando uma distância focal de 400 milímetros. Elas são fornecidas pela ISS Crew Earth Observations Facility e pela Earth Science and Remote Sensing Unit no Johnson Space Center da NASA. As imagens foram tiradas por membros das tripulações Expedição 75 e Expedição 70, respectivamente. As imagens foram cortadas e aprimoradas para melhorar o contraste, e artefatos de lente foram removidos — porque até astronautas sabem a importância de um bom filtro.

O Programa da Estação Espacial Internacional apoia o laboratório como parte do ISS National Lab para ajudar astronautas a tirar fotos da Terra que serão de maior valor para cientistas e o público, e para tornar essas imagens livremente disponíveis na internet. Imagens adicionais tiradas por astronautas e cosmonautas podem ser vistas no Gateway to Astronaut Photography of Earth da NASA/JSC. Reportagem de Lindsey Doermann.