Um novo documentário, A Dairy Story, chega para sugerir gentilmente que talvez, só talvez, arrancar bezerros recém-nascidos de suas mães horas após o parto não seja a única maneira de administrar uma fazenda leiteira. O filme foca na Rainton Farm, em Dumfries and Galloway, onde os proprietários David e Wilma Finlay são pioneiros na criação de vacas e bezerros em escala comercial - uma prática tão radical que aparentemente é a primeira do tipo na Europa.

Em vez do padrão da indústria de separar os bezerros de suas mães logo após o nascimento, os Finlays os deixam juntos até que os filhotes tenham cinco ou seis meses de idade. Isso quebra a ortodoxia da pecuária leiteira, que geralmente se recusa a desperdiçar leite lucrativo com bezerros. Sem surpresa, os fazendeiros vizinhos eram céticos, e até as vacas ficaram inicialmente confusas: em um piloto de 2012, os animais ficaram estressados com a mudança repentina de rotina ao se depararem com filhotes carentes que esperavam que desaparecessem. A produção de leite caiu no início, mas se recuperou para um aumento de 25% em testes subsequentes, à medida que as mães se acalmavam e a sucção extra estimulava a produção. O filme também destaca as rotinas prejudiciais impostas aos produtores de leite pelos métodos antigos - um cronograma de ordenha fabril estressante que, cercado por veterinária intensiva e fertilização de culturas, tem repercussões ecológicas nos campos.