SÃO FRANCISCO - O veterano de startups espaciais Mark Matossian uniu forças com um engenheiro de software e uma autora best-seller para estabelecer a Whipsmart Ventures, um fundo de capital de risco focado em espaço e deep tech. Porque aparentemente, o universo não é a única coisa que está se expandindo - a lacuna de financiamento entre o laboratório e a escala também precisava de uma ajudinha.
A Whipsmart identificará “tecnologias essenciais que podem fechar um plano de negócios” e ajudar empresas a fazer a transição de laboratórios para escalar, disse Matossian, que liderou a Iceye EUA, gerenciamento de programas, produção de satélites e lançamento da Terra Bella, e co-fundou a Lonestar Data Holdings. Esse é um currículo que grita: “Já vi startups estagnarem, e não vou deixar isso acontecer no meu turno”.
Matossian co-fundou a Whipsmart no início deste ano com Lylan Masterman, um desenvolvedor de software e executivo de tecnologia que se tornou capitalista de risco em 2014, e Judy Robinette, líder corporativa, capitalista de risco e autora de “How to be a Power Connector” e “Cracking the Funding Code”. Porque nada diz “deep tech” como um livro sobre networking.
Empresas de tecnologia espacial levantaram US$ 7,5 bilhões no segundo trimestre de 2026, de acordo com o Seraphim Space Index. Ainda assim, startups frequentemente lutam para cruzar o chamado “Vale da Morte” entre provar sua tecnologia em laboratório e alcançar escala comercial. É como a Corrida de Kessel, mas com mais planilhas e menos contrabandistas.
“Eu vivi isso através de várias startups”, disse Matossian. “Há dinheiro pré-seed e seed por aí, e há financiamento para Série B e além. O meio-termo tem sido insuficientemente financiado.” Em outras palavras, o buraco em forma de Série A no universo de financiamento está prestes a ser tapado.
A Whipsmart liderará e co-liderará rodadas de investimento para empresas com 10 a 20 funcionários. “Talvez eles tenham feito um voo protótipo”, disse Matossian. “Mas eles têm o ajuste produto-mercado final? E podem virar a esquina desse ponto de inflexão e escalar?”
“É a definição clássica de Série A”, disse Masterman. Porque às vezes os velhos métodos são os melhores, mesmo quando você está mirando as estrelas.
Apoiar empresas que estão se movendo em direção à escala comercial é particularmente importante através dos ciclos econômicos do investimento espacial, disse Matossian. “Quando há uma recessão e as bolhas estouram, startups de qualidade precisam ser orientadas a gerenciar o caixa com cuidado.” Conselho sólido, especialmente quando seu produto envolve literalmente foguetes.
Em vez de escrever muitos cheques pequenos, a Whipsmart fará investimentos significativos. “Frequentemente ocuparemos um assento no conselho, e nossa porcentagem de propriedade será maior”, disse Masterman. “Queremos ser o primeiro telefonema para empreendedores, seja algo bom ou ruim acontecendo.” Tradução: Eles estão indo all-in, e querem a fofoca boa primeiro.
A Whipsmart está procurando investir em sete áreas onde a tecnologia está disruptando indústrias tradicionais: [lista não fornecida na fonte]. Além disso, a Whipsmart “investirá em empresas excepcionais de SpaceTech e DeepTech que estejam fora” das sete categorias disruptivas identificadas, de acordo com o site da empresa. Porque regras são feitas para serem quebradas, especialmente quando se lida com espaço.