O programa de Aquisição de Dados Comerciais de Satélite (CSDA) da NASA divulgou dois relatórios sobre dados da constelação de satélites de Radar de Abertura Sintética (SAR) em banda X da Umbra, e os resultados são… bem, digamos que a Umbra não deve largar o emprego ainda.

O primeiro relatório, um Resumo de Avaliação do Investigador Principal, concluiu que os dados da Umbra são geralmente úteis para pesquisa em ciências da Terra, com pontos fortes incluindo resolução espacial muito alta, acesso programável com rápida resposta, flexibilidade de imageamento e um Programa de Dados Abertos. No entanto, as equipes de PI notaram algumas fraquezas: erros de geolocalização (grandes e pequenos), compatibilidade limitada de software, problemas de metadados e documentação técnica ausente. Em outras palavras, as fotos são ótimas, mas não confie nelas para te dizer onde foram tiradas.

O segundo relatório, um Relatório de Avaliação de Qualidade, investigou a qualidade radiométrica e geométrica dos dados. Especialistas da NASA descobriram que a resolução espacial atendia às especificações da Umbra, mas a precisão da geolocalização não estava universalmente alinhada com as alegações da empresa. O desempenho geral de posicionamento, concluíram, "não atendeu à precisão esperada". Quanto ao desempenho radiométrico, os dados "tiveram desempenho inferior ao de sistemas SAR de referência bem calibrados". Então, não foi grande coisa, Bob.

O programa CSDA, estabelecido para avaliar dados comerciais para a ciência da NASA, reconhece que constelações comerciais podem ser uma forma econômica de aumentar as observações da Terra. Mas se a Umbra quer entrar nesse clube, talvez deva investir em um GPS melhor e em um manual de calibração.