Uma revisão encomendada pelo governo sobre segurança materna na Inglaterra foi supostamente higienizada dias antes da publicação para remover críticas à 'campanha do parto normal' - uma campanha que, de acordo com múltiplas investigações, contribuiu para mortes e danos evitáveis. O Dr. Bill Kirkup, ex-membro da equipe de investigação, disse à BBC que renunciou por causa da exclusão, afirmando: 'Não acho certo que devamos empurrar isso para debaixo do tapete.' O relatório da Investigação Nacional de Maternidade e Neonatal, publicado na terça-feira, concluiu que uma agenda de parto 'normal' não foi um fator contribuinte para maus resultados - uma conclusão que surpreendeu muitos ativistas, dado que entre 2007 e 2017, o Royal College of Midwives promoveu ativamente o parto vaginal sem intervenções, uma postura criticada em revisões por causar danos. Kirkup alegou que uma versão do relatório incluindo tais críticas foi aprovada por 'um número significativo de pessoas' mas desapareceu oito dias antes da publicação. A Baronesa Amos, que liderou a revisão, recusou-se a comentar. O ativista de segurança materna James Titcombe, que perdeu o filho devido a cuidados inadequados, disse sentir-se 'profundamente traído' e pediu transparência. Enquanto isso, a autora e parteira Leah Hazard saudou a conclusão da revisão, argumentando que 'não há evidências de que a ideologia do parto normal exista de forma definível.' A revisão constatou que as mulheres não foram repetidamente ouvidas e recomendou a nomeação de um comissário de maternidade - uma proposta que os ministros aceitaram.