As pessoas estão segurando seus carros por mais tempo, o que significa mais dinheiro gasto em reparos. Isso é uma ótima notícia para a Snap-on, uma empresa que fabrica ferramentas de alta qualidade para mecânicos há mais de um século. "Reparo de veículos é um dos grandes negócios", disse o CEO Nick Pinchuk a uma autoridade visitante esta semana. "Todo mundo precisa consertar seus veículos. As oficinas estão a todo vapor."
Essa autoridade era Austan Goolsbee, presidente do Federal Reserve Bank de Chicago, que apareceu na sede da Snap-on em Kenosha, Wisconsin, para descobrir o segredo da empresa. "A personalização é por que eles recebem um prêmio e como ainda fabricam na América", observou Goolsbee, presumivelmente sem usar uma ferramenta Snap-on para provar qualquer molho de verdade.
A Snap-on fabrica 85.000 ferramentas diferentes, cada uma adaptada a algum aborrecimento específico na vida de quem conserta carros, aviões ou até foguetes. "Nossa filosofia é estar no ponto de trabalho, observando-o e descobrindo quais são as tarefas mais complicadas", explicou Pinchuk. "E então usar esses insights para criar uma ferramenta que torne tudo mais fácil. As pessoas pagarão por isso."
De fato, pagam. As ferramentas Snap-on não são baratas, mas economizam tempo dos mecânicos. Os 3.400 franqueados da empresa percorrem o país em vans personalizadas, visitando quase um milhão de mecânicos por semana, vendendo chaves e oferecendo crédito. A Snap-on fabrica 80% do que vende nos EUA, então tarifas são problema de outros. Suas 15 fábricas americanas são tão flexíveis que mudam de modelo várias vezes ao dia.
A Snap-on também evitou deliberadamente vender para faz-tudo. "Se há uma regra na Snap-on que é irrevogável, é que Não Deves Vender para Faz-Tudo", disse Pinchuk, porque isso prejudicaria o prestígio da marca. A estratégia gerou uma lealdade tão feroz que alguns mecânicos têm suas cinzas armazenadas em minicxas de ferramentas Snap-on. Essa é uma dedicação que você não compra no Home Depot.
Para Goolsbee, cujo distrito do Fed inclui a maior concentração de manufatura do país, a visita foi uma lição de como fabricantes domésticos podem se especializar e prosperar mesmo em tempos incertos. "Eles coçam uma coceira muito, muito específica", disse ele. "É daí que vem o crescimento da produtividade."
The Good Times
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