Mapi León está rindo. A pergunta: o que convenceu a defensora da Espanha a se juntar ao London City Lionesses? Sua resposta: “Não, não posso, desculpe, é segredo!” – o que é ou uma brilhante tática de negociação ou um sinal de que a WSL já a corrompeu com seu amor pelo mistério. Não tema, porém: a zagueira de 31 anos está em um clima de brincadeira e jovialidade enquanto se prepara para sua primeira grande entrevista desde que assinou com o clube da Women’s Super League.

Sentada sob o sol brilhante em frente a um hotel tranquilo perto de Maidstone, León dificilmente poderia estar mais feliz em trocar Barcelona pelo sudeste da Inglaterra. A única vítima? Sua gata, Bagheera, que permanece na Espanha porque, como León explica, “Aqui, você pede tantas coisas para animais de estimação, você não pode [realmente] voar com eles, são tantos documentos, tantas coisas.” Aparentemente, trazer um felino pela alfândega é mais difícil do que marcar uma atacante de classe mundial.

Além do pesadelo burocrático das viagens internacionais com animais de estimação, León está animada e relaxada, abraçando a vida inglesa com o entusiasmo de alguém que acabou de descobrir que “pãozinho” – que eventualmente estabelecemos serem crumpets – é uma opção legítima de café da manhã. E depois há o feijão. “Eu gosto de feijão de manhã. É muito interessante”, ela diz, revelando que suas companheiras espanholas, incluindo Alexia Putellas e Jana Fernández, estão horrorizadas: “O que você está fazendo comendo feijão de manhã? Você precisa treinar.” A resposta de León? “Não, tudo bem, eu gosto.”

É um testemunho do intercâmbio cultural que a WSL traz: defensoras espanholas descobrindo a alegria de um café da manhã inglês completo, e fãs ingleses descobrindo que uma lenda do Barcelona pode encontrar felicidade em Bromley. O clube, ela diz, “é um clube criado para mulheres. É bonito e emocionante.” E com feijão e crumpets no menu, quem não ficaria animado?