Pelo menos 15 pessoas morreram e 27 estão desaparecidas depois que uma balsa superlotada virou no Lago Kariba, no Zimbábue, provando mais uma vez que a beleza do lago é igualada apenas pela sua capacidade de tragédia.

O barco, que tinha capacidade para 90 pessoas, transportava 114 passageiros adultos, cinco tripulantes e um número desconhecido de crianças, de acordo com a unidade de proteção civil do Zimbábue (CPU), citando a venda de bilhetes. Porque quem precisa de contagens precisas de passageiros quando se tem um horário a cumprir?

Um tripulante disse à emissora nacional ZBC que havia 153 pessoas a bordo quando a balsa virou na terça-feira, depois de atingir grandes ondas. Um passageiro disse à ZBC que o barco começou a fazer água cerca de 30 minutos depois de deixar a cidade litorânea de Kariba, com destino a ilhas e acampamentos de pesca - apenas uma viagem de rotina que se transformou em um pesadelo aquático.

Uma equipe especializada em mergulho foi levada de avião para a área, disse a CPU, enquanto as buscas continuavam na quarta-feira. Um vídeo compartilhado pela ZBC na terça-feira mostrava várias pessoas aparentemente sentadas na balsa virada, enquanto pelo menos quatro lanchas vinham em seu auxílio e um helicóptero circulava acima. Porque nada diz 'resgate eficiente' como um helicóptero fazendo círculos enquanto você se agarra a um casco virado.

Maxwell Kanhema Page, um profissional de mídia que originalmente postou o vídeo compartilhado pela ZBC, republicou um vídeo em sua página no Facebook filmado da costa, observando que o lago estava 'zangado'. Ele disse: 'Poucos momentos depois, recebo mais de 200 chamadas sobre [a balsa] afundando. Um dia triste, de fato.'

O Lago Kariba é o maior lago artificial do mundo em volume, estendendo-se por cerca de 150 milhas ao longo da fronteira norte do Zimbábue com a Zâmbia. Foi criado na década de 1950, durante o domínio colonial britânico, quando o rio Zambeze foi represado, deslocando cerca de 57.000 pessoas. A barragem de Kariba fornece pelo menos um terço da eletricidade de ambos os países, embora pareça que o lago tem um talento para gerar mais do que apenas energia.

Não é incomum que barcos virem no lago. Em 2014, 26 pessoas, 24 delas crianças, morreram afogadas na parte zambiana do lago quando o barco que deveria transportá-las para as celebrações do dia da independência virou. No lado zimbabuano, cinco morreram afogados em um incidente em 2021 e três foram temidos mortos em um naufrágio em outubro de 2023. No mês anterior, um barco da polícia virou, embora ninguém tenha morrido. Porque consistência é fundamental, mesmo no desastre.