No verão de 2017, a OpenAI impressionou o mundo ao fazer um bot derrotar um jogador profissional de Dota 2. O CEO da Microsoft, Satya Nadella, enviou parabéns, e o CEO da OpenAI, Sam Altman, respondeu com uma proposta: que tal uma parceria de US$ 300 milhões para financiar a próxima fase da pesquisa em IA, principalmente em créditos do Azure? Alguns executivos da Microsoft ficaram assustados. Jason Zander, então chefe do Azure, escreveu para Nadella em agosto de 2017 que os números só faziam sentido se o acordo gerasse US$ 500 milhões em receita incremental — o que parecia improvável.

Altman depois sugeriu uma colaboração temática do Xbox, mas a divisão de jogos não conseguia arcar com os custos de pesquisa sozinha. Entra em cena o CTO da Microsoft, Kevin Scott, que em janeiro de 2018 enviou um e-mail a Nadella com uma avaliação direta: ele não tinha certeza do que a Microsoft ganharia com o acordo, mas estava definitivamente preocupado com o desastre de relações públicas da OpenAI fugindo para a Amazon. "Acho que a outra coisa a considerar aqui é o lado negativo de relações públicas de não financiarmos eles, e eles saírem furiosos para a Amazon e falarem mal de nós e do Azure pelo caminho", escreveu Scott. Ele reconheceu que a OpenAI estava "construindo credibilidade na comunidade de IA muito rápido" e seria "uma voz influente".

Um ano depois, Scott admitiu a Nadella e Bill Gates que havia sido "altamente desdenhoso" dos truques de jogos da OpenAI, mas ficou impressionado quando a startup mudou para o processamento de linguagem natural. Um mês após esse e-mail, a Microsoft anunciou um investimento de US$ 1 bilhão. Avance sete anos, e a parceria evoluiu para algo que se parece muito com um "situationship" — a OpenAI recentemente renegociou seu acordo para trazer modelos para a AWS, apenas dias após o tipo de "mau-falar" que Scott temia. A OpenAI disse aos funcionários que seu acordo com a Microsoft "também limitou nossa capacidade de atender empresas onde elas estão — para muitas, isso é [Amazon] Bedrock."