Ike Theriot passou de montar transceptores de satélite no Iraque a ajudar a humanidade a pisar na Lua, provando que uma mudança de carreira pode ser tão dramática quanto o lançamento de um foguete. Theriot, que agora atua como líder de Testes de Operações de Superfície no Ramo de Operações de Atividades Extraveiculares de Exploração no Centro Espacial Johnson da NASA, é o cara responsável por garantir que, quando os astronautas fizerem sua caminhada lunar, eles não tropecem nos próprios pés - ou pior, flutuem para longe.
O trabalho de Theriot é integrar os testes de operações de voo em todo o programa Artemis, garantindo que as equipes tenham os dados, procedimentos e experiência para preparar os astronautas para a vida lunar. Ele está atualmente em transição desse papel para se concentrar no desenvolvimento de missões, treinamento de astronautas e execução de missões para o próximo pouso lunar. Porque, aparentemente, preparar-se para um pouso na Lua não é suficiente; você também tem que planejar o pouso em si.
Ele ajuda a desenvolver e executar caminhadas lunares simuladas em Johnson e em locais de campo nos EUA e internacionalmente. Ele também ajudou a liderar o desenvolvimento do Sistema de Referência de Grade Lunar, um sistema tipo GPS para a Lua que agora está incorporado aos sistemas de controle de voo. Porque, se você vai se perder, pode muito bem fazê-lo em um corpo celeste sem placas de rua.
Theriot planeja e executa testes em instalações como o Laboratório de Flutuabilidade Neutra da NASA, uma piscina de 12 metros de profundidade que simula microgravidade, e o Mockup de Veículo Espacial. Ele frequentemente atua como sujeito de teste vestido, o que significa que ele veste um traje espacial e finge que está na Lua enquanto está, na verdade, em uma piscina ou em um prédio em Houston. Ele também treina outros para se tornarem condutores de teste e líderes de teste, construindo a próxima geração de especialistas em operações de superfície. É como uma corrida de revezamento, mas com trajes espaciais e muito mais papelada.
No Laboratório de Flutuabilidade Neutra, Theriot apoiou ensaios de caminhadas espaciais da Estação Espacial Internacional e testes de superfície lunar, ajudando a refinar procedimentos para astronautas em órbita e na Lua. Ele também testou o design do traje espacial de referência do governo da NASA e o traje espacial lunar da Axiom Space, a Unidade de Mobilidade Extraveicular Axiom (AxEMU). No Sistema de Alívio de Gravidade de Resposta Ativa (ARGOS), que alivia o peso corporal para simular a gravidade lunar, ele praticou operações de amostragem geológica no AxEMU, examinando uma amostra coletada antes de guardá-la. Porque, mesmo na Lua, você tem que seguir os protocolos adequados de manuseio de amostras.
Theriot também avaliou novas configurações de iluminação durante execuções de teste vestido, avaliando como a visibilidade afeta a segurança e a execução de tarefas em um ambiente lunar simulado. Porque, se você não consegue ver a pedra grande sobre a qual está prestes a tropeçar, isso é um problema.
Além de seu trabalho lunar, Theriot apoia caminhadas espaciais da Estação Espacial Internacional como controlador de voo certificado e foi recentemente selecionado como comunicador de cápsula (capcom). Ele começou o treinamento de simulação para esse papel, onde será a voz entre o Controle da Missão e os astronautas em órbita terrestre baixa. Então, se você ouvir uma voz calma dizendo "Não se preocupe, nós temos isso" durante uma caminhada espacial, pode ser o Theriot.
O trabalho de Theriot se estende muito além das instalações da NASA, em ambientes remotos que espelham as operações de superfície lunar. Durante uma campanha de campo na Cratera Kamestastin, no Labrador, Canadá, ele treinou ao lado dos membros da tripulação da Artemis II. A cratera, formada há aproximadamente 36 milhões de anos, fornece um terreno semelhante ao da Lua e é acessível apenas de barco. Porque, por que facilitar? Se você quer treinar para a Lua, você deve ter que pegar um barco para chegar lá.
O interesse de Theriot pelo espaço começou enquanto estava destacado no exterior com o Exército. No Iraque, ele foi encarregado de montar um transceptor de satélite que falhou no primeiro ligamento. Após observar técnicos realizarem reparos em campo, ele começou a fazer cursos online de engenharia em seu tempo livre, estudando mecânica orbital, design de circuitos, criptografia e sistemas de energia espacial. Mais tarde,