Tribunal Adiado para Alan Jones Assistir a uma Corrida de Cavalos, Porque a Justiça é Aparentemente um Esporte de Espectador
O julgamento por agressão indecente de Alan Jones foi brevemente interrompido para que o ex-locutor pudesse assistir à Melbourne Cup, provando que, mesmo no tribunal, os cavalos vêm primeiro.
Em um momento que só pode ser descrito como o auge da jurisprudência australiana, o julgamento por agressão indecente do ex-locutor da 2GB Alan Jones foi pausado na terça-feira para que o réu de 85 anos - e notório entusiasta de corridas de cavalos - pudesse assistir à Melbourne Cup. Porque nada diz "procedimentos legais sérios" como um recesso no meio da tarde para uma corrida de cavalos.
O advogado de defesa Gabrielle Bashir SC perguntou ao juiz Glenn Walsh se o tribunal poderia fazer uma pausa pouco antes das 15h para a corrida, enquanto Jones ria alto na primeira fila da galeria pública. Walsh sorriu e disse que sabia que havia "uma corrida em particular" na qual o réu estaria interessado, concordando em adiar das 14h50 às 15h10. O tribunal comumente faz uma pausa no meio da tarde para dar aos testemunhas um breve descanso, então, na verdade, isso foi apenas uma pausa programada com um toque de galope.
A pausa ocorreu durante o depoimento da repórter-chefe de investigação do Sydney Morning Herald, Kate McClymont, que ficou no banco das testemunhas o dia todo respondendo a perguntas sobre sua investigação de anos sobre Jones, publicada em 2023. Sob interrogatório, McClymont concordou que usou a expressão "go the grope" em sua entrevista com a suposta vítima C, mas disse que a suposta vítima havia repetido a frase. "Você não está procurando frases sensuais para colocar em uma matéria, você está tendo uma conversa com alguém", disse ela, presumivelmente resistindo à vontade de acrescentar "obviamente".
McClymont disse ao tribunal que métricas de leitura e publicidade não eram relevantes para ela como jornalista, depois de ser questionada se "investigações especiais sob seu nome vendem jornais". Bashir levou a testemunha a registros de chamadas e e-mails entre McClymont e colegas, incluindo o colunista Peter FitzSimons e a repórter Jennifer Duke, datados de 2017. Depois de falar com um homem que fez alegações sobre Jones - conhecido como reclamante C - McClymont escreveu: "Temos outro."
Em sua declaração de abertura, Bashir disse que McClymont e FitzSimons estavam "procurando uma história" e que sua reportagem foi alimentada por ódio e ciúme do rival de Jones na rádio 2GB, Ray Hadley. McClymont disse que FitzSimons estava trabalhando em uma história sobre alegações contra Jones desde outubro de 2017, descrevendo-a como um "assunto de longa data". Mais cedo, McClymont disse que as três supostas vítimas que entrevistou não receberam nenhum benefício dela ou da empresa de mídia por contar suas histórias.
McClymont, cujos artigos levaram outras supostas vítimas a se apresentarem, está prestando depoimento no longo julgamento do ex-locutor, que enfrenta 21 acusações de agressão indecente e toque sexual contra cinco homens. Vários homens detalharam alegações de agressão indecente contra Jones nos artigos de McClymont, incluindo que ele os apalpou ou tocou inapropriadamente sem o consentimento deles. A polícia diz que formou a Strike Force Bonnefin depois que a reportagem de McClymont no Herald e no Age resultou em supostas vítimas se apresentando.
No tribunal local do Downing Centre na terça-feira, Jones foi apoiado pela ativista dos direitos dos homens Bettina Arndt e pelo advogado de difamação Paul Svilans, do Mark O'Brien Legal. McClymont, que ganhou 10 prêmios Walkley por excelência em jornalismo, foi apoiada pelo editor do SMH, Jordan Baker, e pelo editor adjunto Nick Ralston.
McClymont disse ao tribunal que sempre buscou comentários de Jones e de sua equipe jurídica antes da publicação por mensagem de texto e e-mail. Ela concordou com a promotora Georgina Wright que falou com três supostas vítimas, mas manteve suas histórias confidenciais entre si. O tribunal ouviu que McClymont inicialmente não compartilhou suas notas de entrevista ou gravações com a polícia porque eram confidenciais ou não estavam disponíveis, mas recebeu uma intimação para o material em 2026 - uma data que, sim, está no futuro, porque o sistema legal se move no seu próprio ritmo.
A força-tarefa foi formada após a publicação em dezembro de 2023 da investigação de anos de McClymont. A longa carreira de Jones no rádio chegou a um fim abrupto em 2020 após uma série de incidentes no ar que levaram a estação de rádio a perder anunciantes e sangrar receita. Quando h
The Good Times
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