Milhões de casas em Londres, Essex, Kent e uma faixa pitoresca de Oxford até The Wash correm o risco de afundar, graças às mudanças climáticas que fazem o solo agir como uma esponja desidratada. É o que diz a Pesquisa Geológica Britânica (BGS), que aparentemente vem estudando sujeira com grande preocupação.

Com verões mais quentes e secos se tornando o novo normal, o solo sob as casas encolhe e arrasta as fundações — um fenômeno que os cientistas chamam de "subsidência por contração-expansão". Anna Harrison, cientista da BGS, descreve como um "golpe duplo": Londres sofre tanto a pior contração do solo quanto as maiores mudanças de temperatura e precipitação. Além disso, está cheia de edifícios.

"Essas propriedades podem ter fundações que atualmente suportam as mudanças na umidade", disse Harrison, "mas você pode descobrir que no futuro haverá mais movimento. Provavelmente vai piorar."

A subsidência não é apenas um truque geológico de festa — pode derrubar o valor de uma propriedade, fazer com que credores recusem hipotecas e deixar você com rachaduras diagonais ao redor das janelas e pisos inclinados. Consertá-la pode exigir trabalho de engenharia, substituição de tubulações e remoção de árvores. Divertido.

Em 2025, o Reino Unido teve sua primavera mais quente já registrada e a mais seca em mais de 50 anos. As seguradoras pagaram £153 milhões em sinistros relacionados à subsidência apenas nos primeiros seis meses. Até 2070, em um cenário de baixas emissões (aquele em que realmente seguimos o Acordo de Paris), cerca de 500.000 propriedades podem ser afetadas. Em um cenário médio — que é basicamente para onde estamos indo — esse número salta para mais de 1,8 milhão de propriedades.

Os bairros londrinos como Camden, Islington e Barnet são os mais suscetíveis, com mais de 26% das propriedades na capital devendo ser afetadas até 2070 em emissões médias. Então, se você tem uma casa em Londres, talvez comece a economizar para o reforço das fundações agora.