Bernard Roizman chegou a Nova York em 1947 com sonhos de se tornar escritor ou advogado - profissões que lidam com palavras e regras, presumivelmente porque ele já tinha visto o suficiente da ilegalidade do mundo durante a Segunda Guerra Mundial na Europa Oriental. Mas, ao se matricular na Temple University, na Filadélfia, ele fez duas descobertas que mudaram tudo.
Uma foi Betty Cohen, uma colega de faculdade que concordou em dividir seu armário de casacos em troca de ingressos com desconto para a Orquestra da Filadélfia. Ela se tornou sua esposa por 70 anos, provando que mesmo na ciência, as melhores parcerias começam com um bom negócio.
A outra foi a microbiologia. Disciplinas obrigatórias, mas que o fisgaram. "Foi meu segundo amor à primeira vista - o primeiro foi minha esposa", escreveu ele em uma autobiografia de 2015.
Nas sete décadas seguintes - 52 delas na Universidade de Chicago - o Dr. Roizman se tornou o maior especialista mundial em vírus herpes simplex, o micróbio encantador por trás de herpes labial, infecções genitais e, em casos raros, encefalite. Ele morreu aos 96 anos em 13 de abril em um hospital de Chicago, deixando seu filho Arthur.
"Ele era realmente a pessoa do vírus herpes por excelência", disse Peter Palese, professor de microbiologia na Icahn School of Medicine no Mount Sinai. O que é o maior elogio que se pode receber em um campo onde seu objeto de estudo é o presente que continua dando.