A Autoridade de Conduta Financeira (FCA) está tentando expulsar do tribunal o único grupo de consumidores que luta por indenizações maiores no escândalo de financiamento de automóveis, alegando que seus cofundadores não foram totalmente transparentes sobre seu financiamento e potenciais conflitos de interesse. Em documentos legais apresentados na quarta-feira, o regulador instou os juízes a rejeitar os desafios da Consumer Voice, fundada em 2023 por ex-funcionários da Which? Nikki Stopford e Alex Neill. O grupo pressiona por maior compensação para mutuários que pagaram a mais em empréstimos de carro entre 2007 e 2024, quando os credores pagavam comissão às concessionárias. Isso significaria contas maiores para credores especializados e grandes bancos como Lloyds Banking Group, Santander e as divisões financeiras da Volkswagen e Mercedes-Benz, que enfrentam um esquema de compensação de £9,1 bilhões. A Consumer Voice argumenta que o plano da FCA subestima as vítimas com um pagamento médio de £830 por empréstimo mal vendido, acusando o regulador de ceder às preocupações dos credores. A FCA, no entanto, sugere que a Consumer Voice não foi honesta sobre seu modelo de negócios e laços com o escritório de advocacia Courmacs Legal, que presta serviços pro bono, mas pode ficar com até 30% dos acordos. O regulador alega que ambas as empresas operam com fins lucrativos na gestão de sinistros e têm incentivos comerciais. Neill, da Consumer Voice, chamou as alegações de 'vergonhosas' e enfatizou que 'não ganham dinheiro algum com referências de vendas indevidas de financiamento de carros.'