A Happy Mums Foundation, uma instituição de caridade sediada em Cúmbria que apoia mulheres com desafios de saúde mental pós-parto, diz estar "apavorada" com a possibilidade de mães recentes que experienciam pensamentos suicidas ficarem sem para onde se virar se as suas sessões de grupo terminarem devido a pressões de financiamento. A organização, criada em 2015, ajudou mais de 1.000 famílias em toda a Cúmbria — um número que, aparentemente, não foi suficiente para convencer os deuses do financiamento a manter as luzes acesas.

A diretora Lucinda Bray teme que a perda do "espaço seguro" presencial possa agravar a saúde mental de mulheres vulneráveis no condado. A instituição seria forçada a passar apenas para o formato online — porque nada diz "espaço seguro para pensamentos suicidas" como uma videochamada a carregar.

As mulheres que participaram das sessões descrevem a instituição como oferecendo apoio de pares "sem julgamento" que ajuda as mães a sentirem-se menos isoladas ao experienciar trauma. Bray foi direta: "Estou apavorada; se não tivermos grupos presenciais para as mães, para onde irão elas? O que farão? Poder falar sobre pensamentos suicidas é, na verdade, um fator preventivo bastante bom — se isso não tiver uma saída e não tiver um espaço seguro para falar sobre essas coisas, para onde poderão ir?" Uma pergunta que, idealmente, alguém com um orçamento responderia.

A mãe de primeira viagem Amy descreveu a maternidade como "absolutamente maravilhosa", ao mesmo tempo que admitiu que pode ser stressante e esmagadora — uma dualidade que todos os pais reconhecem e que ninguém te avisa. "As noites longas, o choro e não saber o que querem, acabaram de te entregar um ser humano minúsculo e espera-se que saibas o que fazer, com a expectativa de que mãe sabe melhor", disse ela. "Eu não fazia ideia e acho que muitas mães estão no mesmo barco." No início, Amy achou difícil sair de casa com a filha, que nasceu prematura. Agora frequenta o grupo dos 13 aos 25 anos, que a ajudou a ganhar confiança.

"Obviamente todos adoram absolutamente os bebés aqui, mas chama-se Happy Mums por uma razão", disse ela. "Há muito apoio por aí para os bebés, mas é bom ter algo mais centrado nas mães." Amy disse que sem o apoio do grupo teria mais dificuldade em sair e socializar. "Quando me sinto em baixo com a minha depressão ou ansiedade e mais ansiosa sobre sair, sei que posso vir ao Happy Mums, anseio por isso", disse ela. "Sem isso, teria mais dificuldade em falar com as pessoas e pedir ajuda."

A Happy Mums Foundation já tinha recebido financiamento da Comic Relief, da Lotaria Nacional, da Fundação Cúmbria e do NHS. No entanto, ao longo do último ano, o financiamento para serviços preventivos de saúde mental tornou-se cada vez mais difícil de garantir. Bray disse que os 13 grupos de apoio semanais já foram reduzidos para cinco, e sem investimento a instituição será forçada a passar os grupos para online ou a fechar completamente — uma trajetória de financiamento que se lê menos como uma rubrica orçamental e mais como uma contagem decrescente.

As crescentes pressões financeiras em todo o setor de caridade têm sido evidentes nos últimos meses, incluindo o encerramento da instituição de prevenção do suicídio Papyrus em setembro. Leigh Brimicombe, diretora de influência do Conselho Nacional de Organizações Voluntárias, disse que o clima financeiro atual era "duro" para as organizações. Ele observou que a crise do custo de vida significava que havia uma "necessidade crescente de apoio nas comunidades, mas também menos dinheiro disponível para doadores ou financiadores darem, agravado pelo aumento dos custos operacionais das próprias instituições de caridade" — o equivalente caritativo de precisar de mais combustível enquanto o depósito se esvazia.

O deputado trabalhista por Penrith e Solway, Markus Campbell-Savours, enviou uma carta de preocupação sobre o futuro da fundação ao Cumbria, Northumberland, Tyne and Wear NHS Trust. Em resposta, o diretor executivo James Duncan disse que "o apoio liderado por pares e baseado na comunidade pode formar uma parte valiosa da rede mais ampla de apoio disponível para mulheres e famílias." Ele acrescentou que, embora o trabalho conjunto formal com o NHS fosse