Politics
29 de outubro de 2026
The Guardian Europe
Trump Exige Processamento de Mary Peltola, Porque Nada Diz Democracia Como Criminalizar a Oposição
Trump exige o processamento de Mary Peltola por um alegado esquema de empilhamento de boletins, enquanto também divaga sobre renomear rios e dançar para multidões — porque nada diz 'lei e ordem' como uma dança de pai e uma mudança de marca geográfica.
Num desenvolvimento que não surpreende absolutamente ninguém, Donald Trump voltou a exigir o processamento criminal de Mary Peltola, a candidata democrata na corrida ao Senado pelo Alasca. Falando a uma plateia de campanha na Carolina do Sul, Trump insistiu na sua alegação de que a campanha de Peltola se envolveu em "fraude eleitoral ao mais alto nível" ao alegadamente recrutar um homem chamado Dan Sullivan — o mesmo nome do seu adversário republicano — para se candidatar e desviar votos. "Ela devia ser removida do boletim de voto e processada, e o falso Dan Sullivan também", declarou Trump, acrescentando: "Acho que é um ato criminoso, o que eles fizeram." Porque nada diz respeito pelo processo eleitoral como exigir que o seu adversário seja preso.
Os republicanos intensificaram os apelos a uma investigação sobre o alegado esquema de empilhamento de boletins. O governador do Alasca, Mike Dunleavy, ordenou uma investigação estatal, publicando no X: "Enganar deliberadamente os eleitores para que depositem os seus votos em outra pessoa atenta contra a integridade das nossas eleições. Qualquer pessoa ou organização que se comprove ter violado a lei deve ser responsabilizada." A campanha de Peltola negou ter encorajado ou solicitado que um homem chamado Dan J Sullivan se candidatasse, mas um recente relatório do New York Times indicou que a campanha, de facto, o recrutou. Embora o empilhamento de boletins não seja ilegal per se, a administração Trump e o Departamento de Justiça apresentaram preventivamente uma ação judicial para bloquear a certificação dos resultados da eleição ao Senado se o senador incumbente perder. A democracia, ao que parece, é melhor servida com um acompanhamento de litígio.
Entretanto, a administração Trump está aparentemente a tentar a sua sorte na diplomacia internacional — ou pelo menos num programa de correspondência. As esperanças de evitar uma grande conflagração entre o Irão e os EUA após as eleições intercalares de terça-feira podem depender da resposta do Irão a uma carta pessoal do vice-presidente JD Vance, enviada no domingo a Mohsen Rezaei, secretário do conselho supremo de segurança nacional do Irão. A carta, escrita após mediação predominantemente catari, exige que Teerão aceite compromissos sobre o seu programa nuclear no início de um processo que levaria à abertura do Estreito de Ormuz no prazo de sete dias em troca de alívio das sanções dos EUA. O Irão está alegadamente relutante em assumir compromissos irreversíveis e antecipados — como exportar o seu stock de urânio altamente enriquecido — se os passos dos EUA, como o levantamento das sanções às exportações de petróleo iraniano, forem reversíveis. Uma resposta é iminente, o que em termos diplomáticos significa "voltamos a contactá-lo depois de consultarmos os nossos advogados e possivelmente uma bola mágica 8".
De volta à campanha, Trump cancelou um comício planeado em Salina, Kansas, onde os republicanos estão a tentar resistir a um desafio surpresa do democrata Adam Hamilton. As sondagens mostram que Hamilton poderá virar o assento normalmente profundamente vermelho atualmente ocupado pelo incumbente Roger Marshall. Em vez de aparecer pessoalmente, Trump optou por um tele-comício remoto para Marshall. As suas outras aparições previstas na Florida e no Iowa ainda devem avançar — porque nada diz "não estou nada a evitar o Kansas" como uma mudança de agenda de última hora.
Uma nova sondagem da CNN encontrou os democratas na liderança das corridas ao Senado no Texas e no Michigan, com James Talarico e Abdul El-Sayed à frente por margens significativas. Mas a sondagem não revelou um líder claro no Maine ou no Kansas, onde as corridas se tornaram inesperadamente competitivas. Entretanto, Trump passou parte do seu comício na Carolina do Sul a divagar sobre o seu hábito de renomear unilateralmente massas de água. Durante o seu segundo mandato, tentou rebatizar o Golfo do México como Golfo da América e o Lago Ontário como Lago América. Agora promete renomear o Estreito de Ormuz como "Estreito Trump" e está a considerar o rio Hudson e o Mississippi. "Garanto-vos, nunca vou mudar o nome do Mississippi", disse ele, presumivelmente porque já tem o nome de um rio, não de uma pessoa. Também notou que a sua esposa, Melania, "odeia quando eu danço", chamando-lhe "nada presidencial". Depois passou a pantomimar o seu habitual movimento de dança enquanto a multidão
The Good Times
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