A Terra está ficando mais quente. Conflitos assolam o Oriente Médio e a Ucrânia, cada um aumentando a chance de uma guerra nuclear. A IA está se infiltrando em quase todos os aspectos de nossas vidas, apesar de sua imprevisibilidade e tendência a alucinar. Cientistas, mexendo em laboratórios, correm o risco de introduzir novos patógenos mortais mais destrutivos que a Covid. Nossa preparação para resposta a pandemias enfraqueceu. O Relógio do Apocalipse — um grande relógio de um quarto sem números — continua a marcar os segundos até o apocalipse. Tique. Tique. Tique. Em janeiro, chegamos a 85 segundos para a meia-noite. Especialistas acreditam que a humanidade nunca esteve tão perto do abismo.

“O que vimos é um lento, quase sonâmbulo, avanço em direção a perigos crescentes na última década. E vemos esses problemas crescerem. Vemos a ciência avançando a uma taxa que desafia nossa capacidade de entendê-la, muito menos controlá-la”, diz Alexandra Bell, CEO do Boletim dos Cientistas Atômicos, a organização que define o Relógio do Apocalipse. Ela fala da “falha completa de liderança” nos EUA e em outros países, que pouco fazem para enfrentar ameaças globais catastróficas, mesmo enquanto elas se alimentam umas das outras. As mudanças climáticas aumentam os conflitos globais, por exemplo, e a incorporação da IA na tomada de decisões nucleares é, francamente, aterrorizante.

Com a guerra contra o Irã, a Ucrânia, a IA e o colapso climático aumentando a probabilidade de uma guerra nuclear, o relógio está mais perto da meia-noite do que nunca. Então, quem decide quantos segundos nos restam — e podemos comprar mais tempo? Os especialistas do Boletim dizem que as chances não estão a nosso favor, mas eles não desistiram completamente. Por enquanto, o relógio continua a marcar, e a humanidade se arrasta para o precipício, uma crise mal administrada de cada vez.