O termo 'phubbing' — 'esnobar pelo telefone' para os não iniciados — foi cunhado há anos para descrever o hábito moderno de ignorar humanos reais em favor de um retângulo brilhante. Agora, um estudo intitulado 'Mamãe, você ama mais seu celular do que a mim?' (sim, sério) confirmou que fazer isso com seus filhos tem consequências de longo prazo.

Publicado em junho na Frontiers in Psychology, o estudo entrevistou 600 adolescentes americanos de 12 a 17 anos e descobriu que a fixação dos pais pelo celular pode aumentar a ansiedade e a insegurança dos filhos. Os adolescentes relataram que, quando os pais os ignoravam pelos celulares, sentiam-se 'desvalorizados, descartados ou sem importância'. Chocante, sabemos.

Smartphones existem apenas desde 2007 (obrigado, Apple), mas 98% dos adultos americanos possuem um, segundo o Pew. A pesquisa sobre seus efeitos ainda é jovem, mas os cientistas estão cada vez mais concordando que eles são ruins para as crianças. Adolescentes são especialmente propensos ao uso compulsivo de celular e redes sociais — TikTok, Instagram, Snapchat — gerando milhares de processos alegando que os aplicativos foram projetados de forma viciante.

Menos estudado até agora: como os próprios hábitos de celular dos pais afetam seus filhos. Trabalhos anteriores incluem um estudo chinês de 2023 ligando a fixação dos pais pelo celular ao vício em telas dos filhos, e um estudo de 2024 do Journal of Pediatrics descobrindo que pais 'phubbers' criam filhos chorões, mal-humorados e propensos a birras.

O autor principal, Don Grant, disse à Bloomberg que o uso do celular pelos pais pode causar 'apego inseguro' nas crianças, levando a baixa autoestima e falta de confiança que 'carregarão para a vida'. Mas os autores do estudo observam que nem todo pai distraído pelo celular arruína seu filho — eles estão apenas destacando o que as crianças percebem. Então, talvez largue o celular. Os memes esperarão.