O Departamento de Defesa dos EUA expandiu sua lista de empresas chinesas que acredita estarem aconchegadas com o Exército de Libertação Popular, adicionando nomes conhecidos como o gigante da tecnologia Alibaba e a fabricante de veículos elétricos BYD. A lista, oficialmente chamada de Seção 1260H, agora inclui mais de 80 empresas que o Pentágono diz serem "empresas militares chinesas" fornecendo serviços comerciais aos EUA - o que é um pouco como convidar alguém para jantar e depois acusá-lo de ser um espião.

A lista foi projetada para alertar organizações americanas sobre os riscos de fazer negócios com essas empresas, mas estar nela não desencadeia uma proibição imediata - é mais um olhar torto burocrático. A embaixada chinesa nos EUA chamou a lista de "discriminatória" e insistiu que suas empresas seguiram estritamente as leis locais, o que é o equivalente diplomático de um revirar de olhos.

Alibaba, BYD, Baidu, Nio e a fabricante de aeronaves Comac estão entre as novas adições. O porta-voz da Alibaba respondeu, dizendo que não há "nenhuma base" para a listagem e que a empresa "não é uma empresa militar chinesa nem parte de qualquer estratégia de fusão civil-militar." Eles prometeram "tomar todas as medidas legais disponíveis" - porque nada diz 'não somos militares' como um processo judicial.

Outros nomes familiares já na lista incluem Tencent, Huawei, DJI e CATL, sugerindo que o Pentágono tem uma definição muito ampla de "laços militares" - ou talvez apenas uma lista muito longa de empresas chinesas em que não confia.