Emerald Fennell, a diretora da adaptação de 'Morros Ustórios' de 2026, tem um arrependimento que está realmente lhe tirando do sério – e envolve as axilas de Margot Robbie.\n\nFalando no festival Hay, no País de Gales, na noite de sexta-feira, Fennell lamentou que uma cena historicamente precisa mostrando a personagem Cathy de Robbie com 'axilas extremamente peludas' foi filmada, mas não entrou no corte final. A diretora chamou isso de 'infeliz', observando que mulheres em adaptações de época são rotineiramente retratadas com axilas sem pelos, como se tivessem inventado secretamente o Gillette Fusion ProGlide em 1812.\n\n'Isso era tão importante para mim', disse Fennell, acrescentando que muitas vezes se pergunta 'onde estão as navalhas que essas mulheres estão usando?' enquanto assiste a adaptações de Jane Austen. 'Elas são todas sem pelos como enguias. Fico tipo: "O que está acontecendo? É completamente louco."'\n\nA adaptão sexualizada do romance gótico de Emily Brontë, estrelada por Robbie ao lado de Jacob Elordi, foi lançada no Dia dos Namorados deste ano. Fennell a descreveu como uma 'irmã, não uma gêmea' do livro, dizendo que 'não poderia fazer' o original porque 'é tão brilhante'.\n\nFennell também abordou a infame 'sala de pele' – onde o marido de Cathy, Edgar Linton, dá a ela um quarto com paredes que se assemelham à sua pele. Ela brincou que o marketing considerou pedir à Farrow & Ball que fizesse uma cor temática da pele de Cathy. Eles também pediram que Robbie enviasse imagens de close-up da parte inferior de seu pulso para reproduzir suas veias nas paredes.\n\nE depois há a tão comentada 'cena do peixe', na qual Cathy enfia o dedo na boca de um peixe morto. 'Eu vi um peixe em geleia e pensei: "Quero enfiar meu dedo na boca dele"', explicou Fennell. 'Então pensei: "Bem, acho que se você estivesse presa e extremamente frustrada sexualmente, a primeira coisa que faria seria..."'\n\nEles testaram várias opções de peixe – peixe com batom, peixe real, peixe falso – mas optaram por um real. 'Pobre Margot. Quer dizer, ela teve que fazer isso. Havia 12 deles.'\n\nSobre sua abordagem como diretora, Fennell disse que 'ser embaraçosa, ser vergonha alheia' é 'algo muito importante' para ela. 'Especialmente agora em nossa cultura, somos tão fóbicos e aterrorizados em ser vergonha alheia, ou ser sinceros, e então temos essa ambivalência entorpecedora sobre tudo.'\n\nFennell atualmente está tirando um tempo do cinema para fazer quebra-cabeças, ver sua família, se desconectar da internet e ler romances de Sarah J Maas. 'E estou secretamente criando algo tão depravado, tão profundamente maligno, que ninguém vai fazer.'