Em um desenvolvimento que não vai chocar absolutamente ninguém que tem prestado atenção à bolha da IA, a mais recente rodada de financiamento da OpenAI aparentemente não está saindo conforme o planejado. Vários relatos na imprensa indicam que a empresa, que antes se dizia estar levantando US$ 30 bilhões com uma avaliação de US$ 1,4 trilhão — e depois com uma avaliação de US$ 1,25 trilhão —, agora reduziu sua meta de captação para US$ 20 bilhões antes de um IPO planejado. Porque nada diz "confiança" como uma avaliação que encolhe mais rápido que sua resolução de Ano Novo.

O Financial Times relatou na sexta-feira que o primeiro fechamento da rodada deve ficar ainda abaixo dessa meta de US$ 20 bilhões, com um grupo de investidores dos Emirados Árabes Unidos liderando a empreitada. Uma oferta de varejo subsequente para indivíduos ricos poderia, teoricamente, levar o total a US$ 20 bilhões, supondo que tais indivíduos ricos não estejam ocupados demais verificando suas carteiras após a recente liquidação no setor de tecnologia.

O Wall Street Journal trouxe detalhes ainda mais animadores: a OpenAI garantiu US$ 11 bilhões até agora, e seus esforços de captação tiveram uma resposta "morna" de alguns grandes investidores. Morna, nesse contexto, presumivelmente significa "vamos esperar para ver se o trem do hype da IA descarrila completamente antes de nos comprometermos".

O TechCrunch procurou a OpenAI para comentar, mas imaginamos que eles estejam ocupados demais recalculando suas planilhas. Os desafios de financiamento da empresa podem ser atribuídos em parte ao mau timing — investidores de Wall Street ficaram cautelosos com os pesados gastos em infraestrutura de IA, levando a uma grande liquidação de ações de tecnologia. E o IPO planejado da Anthropic pode enfrentar desafios semelhantes, porque nada diz "diversão" como um choque de realidade em todo o setor.

Então, enquanto a OpenAI sonha com avaliações de trilhões de dólares, o mercado oferece um lembrete gentil de que nem mesmo a empresa de IA mais badalada está imune às leis da economia. Quem diria?