O governo lançou um sistema de reembolso para empresas que pagaram tarifas impostas pelo presidente Trump, porque aparentemente alguém percebeu que fazer as pessoas pagarem por algo que depois foi considerado ilegal pode ser um pouco injusto. Importadores e seus despachantes puderam começar a solicitar reembolsos por meio de um portal online a partir das 8h de segunda-feira, de acordo com a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP), a agência encarregada de administrar o sistema. Este é o primeiro passo em um processo complicado que pode eventualmente levar a reembolsos para consumidores que foram cobrados por algumas ou todas as tarifas sobre produtos enviados de fora dos EUA.

As empresas devem apresentar declarações listando as mercadorias sobre as quais pagaram coletivamente bilhões de dólares em impostos de importação que foram anulados pela Suprema Corte em 20 de fevereiro. Se a CBP aprovar uma solicitação, levará de 60 a 90 dias para que um reembolso seja emitido, porque eficiência governamental é algo que realmente acontece. O governo espera processar os reembolsos em fases, concentrando-se primeiro nos pagamentos de tarifas mais recentes.

A CBP disse em documentos judiciais que mais de 330.000 importadores pagaram um total de cerca de US$ 166 bilhões em mais de 53 milhões de remessas. Nem todos esses pedidos se qualificam para a primeira fase, que é limitada a casos em que as tarifas foram estimadas, mas não finalizadas, ou dentro de 80 dias de uma contabilidade final. Para receber reembolsos, os importadores precisam se registrar no sistema de pagamento eletrônico da CBP. Em 14 de abril, 56.497 importadores haviam concluído o registro e eram elegíveis para reembolsos totalizando US$ 127 bilhões, incluindo juros. Então, para quem está acompanhando: US$ 127 bilhões em reembolsos, uma decisão da Suprema Corte e o lançamento de um portal - apenas mais um dia no emocionante mundo da política comercial.