TÓQUIO - A recém-criada agência espacial de Cingapura, a Agência Espacial Nacional de Cingapura (NSAS), já encontrou um amigo de caneta. Em 6 de julho, a chefe da NSAS, Ngiam Le Na, assinou um memorando de cooperação com o presidente da JAXA, Hiroshi Yamakawa, na conferência Spacetide, marcando o primeiro acordo internacional da agência desde sua criação em 1º de abril.

O acordo explorará oportunidades conjuntas em tecnologia espacial, ciência, aplicações e desenvolvimento industrial, com forte foco em satélites. "Estamos colocando muito foco em satélites e tecnologia relacionada a satélites", disse o vice-chefe da NSAS, Jonathan Hung, que claramente não leu o memorando sobre não enterrar o lead.

A atual indústria espacial de Cingapura emprega cerca de 2.000 pessoas em 70 empresas, número que Ngiam espera aumentar "um pouco mais". A agência tem cinco funções principais: desenvolver capacidades espaciais nacionais, apoiar P&D, amadurecer a indústria, avançar parcerias internacionais e promulgar legislação espacial nacional - esta última chegará em três a cinco anos, porque até o espaço precisa de letras miúdas.

Ngiam enfatizou que Cingapura será seletiva, observando: "Não temos capacidades em toda a cadeia de valor. Cingapura é muito pequena, então não temos espaço para lançamento." Em vez disso, o país se concentrará em observação da Terra, resiliência climática, segurança marítima e outras áreas onde pode realmente competir. "Cingapura é muito boa em escolher o que precisamos possuir, o que precisamos adquirir e o que precisamos construir", acrescentou, presumivelmente enquanto resistia ao impulso de comprar um foguete.

O acordo foi bem recebido por startups locais como a SpeQtral, cujo CEO, Chune Yang Lum, disse que "abre caminho para empresas se envolverem conosco". A NSAS também tem acordos bilaterais existentes com Índia, Tailândia e Emirados Árabes Unidos, e planeja expandir essa lista. Porque nada diz "pequeno mas poderoso" como uma pilha de papéis assinados.