O tão aguardado julgamento entre Meta e o estado do Tennessee começou na segunda-feira, com advogados estaduais alegando que a gigante das mídias sociais priorizou conscientemente os lucros em detrimento da saúde mental dos adolescentes. Advogados do Tennessee disseram a um júri em Nashville que a Meta - proprietária do Instagram e Facebook - ignorou repetidamente pesquisas internas que sinalizavam como recursos como reprodução automática, notificações e rolagem infinita alimentavam o uso compulsivo, levando a distúrbios alimentares, depressão e automutilação entre adolescentes. O estado argumentou que esses recursos foram deliberadamente projetados para manter os adolescentes grudados no Instagram para maximizar a receita de anúncios.

O advogado da Meta rebateu que a empresa tem sido transparente sobre os riscos e trabalha ativamente para identificar e corrigir problemas, apontando ferramentas que limitam o uso problemático e esforços para capacitar pais e professores. “É preciso uma aldeia”, disse o advogado da Meta, Kevin Huff, talvez sem perceber a ironia de uma corporação bilionária invocar o espírito comunitário de uma cidade pequena.

O processo, movido pelo procurador-geral do Tennessee, Jonathan Skrmetti, busca penalidades financeiras e uma ordem judicial forçando o Instagram a modificar recursos considerados prejudiciais à saúde mental dos adolescentes. Se o júri considerar a Meta responsável, uma segunda fase determinará os danos. Este é um dos 42 casos estaduais contra a Meta, após uma perda de US$ 375 milhões no Novo México em março. O próximo grande confronto? Um julgamento federal em Oakland no próximo mês visando Meta, YouTube, TikTok e Snap, movido por 29 estados.