Primeiro-ministro australiano nega ter limpado a bagunça do tesoureiro, Coalizão ainda brava com alguém chamado Aly
Primeiro-ministro nega ter limpado a bagunça do tesoureiro, Coalizão continua atacando Aly, e os Verdes lembram a todos que 45 bilhões em receita de recursos estão simplesmente indo embora. Mais uma terça-feira.
O dia na política australiana se desenrolou com toda a sutileza de uma guerra de comida no question time parlamentar, quando o primeiro-ministro Anthony Albanese classificou como "completamente errado" a sugestão de que ele teria "limpado a bagunça" deixada pelo tesoureiro Jim Chalmers no assunto da proibição de cartões de crédito. Nada diz mais sobre responsabilidade fiscal do que negar que você teve que passar o pano depois do seu próprio ministro da Fazenda.
Enquanto isso, a Coalizão continuou seu ataque implacável contra alguém chamado Aly, presumivelmente porque há apenas um número limitado de horas em um dia de sessão parlamentar e é preciso escolher um inimigo.
Em outras notícias que não vão surpreender absolutamente ninguém, os Verdes apontaram que a Austrália está deixando de arrecadar impressionantes 45 bilhões de dólares em receita de seus recursos naturais. Enquanto o Partido Trabalhista se prepara para apresentar seu projeto de lei para uma reserva de gás, os Verdes observaram que dezenas de bilhões estão sendo deixados na mesa porque o governo não quer taxar adequadamente o recurso. Em uma declaração repleta daquele tipo de clareza moral que só partidos de oposição podem se dar ao luxo de ter, os Verdes declararam: "Estamos entregando bilhões em riqueza de recursos enquanto as famílias lutam para pagar o aluguel, colocar comida na mesa e pagar o plano de saúde básico." É uma melodia familiar: o dinheiro existe, só está indo para as pessoas erradas, e todo mundo sabe disso.
Os Verdes não pararam por aí, acrescentando que "o Partido Trabalhista consegue encontrar bilhões para sustentar a indústria de combustíveis fósseis, mas quando se trata de fazer corporações como Santos, Woodside e Adani pagarem um retorno justo, de repente tudo fica difícil demais." Porque nada une um parlamento como o entendimento compartilhado de que as verdadeiras vítimas aqui são as empresas multinacionais de energia.
E na citação mais colorida do dia, alguém - presumivelmente não um membro do governo - acusou o primeiro-ministro de ter "um fetiche por punir pequenas empresas e um fetiche por humilhar seu tesoureiro". A declaração continuou: "Então eu digo que este é um padrão consistente de comportamento onde o primeiro-ministro constantemente intervém, passa por cima do seu tesoureiro, o humilha em público. Suspeito que isso vai azedar um pouco a relação." Sim, esse é o som de um conselheiro matrimonial político sendo contratado ao fundo.
Para quem está acompanhando o placar em casa: Albanese diz que a alegação de "limpou a bagunça" está completamente errada, a Coalizão ainda está atrás de Aly, os Verdes querem que Santos, Woodside e Adani paguem a conta, e o tesoureiro presumivelmente está em algum lugar praticando seu sorriso resignado. Mais um dia na capital nacional, onde a única coisa que falta no debate sobre a taxação de recursos é uma taxação de recursos de verdade.
The Good Times
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