Líbano Extradita General da Era Assad para a Síria, Provando que Acordos Antigos Nunca Morrem
O Líbano finalmente extradita um general da era Assad para a Síria, provando que tratados de 1951 e papelada mal feita podem levar a acusações de crimes de guerra.
Em uma jogada que certamente fez os redatores do tratado de 1951 se sentirem justificados, o Líbano entregou um ex-general do regime deposto de Bashar al-Assad à Síria - a primeira extradição desse tipo desde a queda do governo em dezembro de 2024.
O Major-General Adel Issa, 67, é acusado de uma lista interminável de crimes supostamente cometidos durante a guerra civil síria, incluindo homicídio intencional, facilitação de crime, matar mais de duas pessoas, e o sempre popular "tortura que leva à morte e crimes de agressão com o objetivo de incitar guerra civil e conflitos sectários". O ministério do interior sírio notou, de forma útil, que Issa liderou forças terrestres na província oriental de Deir Ezzor até 2016.
Issa foi detido em 8 de agosto depois de visitar a embaixada síria em Beirute para completar a papelada - um erro burocrático clássico - e foi transferido para a custódia síria na quarta-feira. Ele negou as acusações durante sua prisão, como disseram autoridades judiciais à BBC, porque quem não negaria?
A entrega segue a pressão das novas autoridades sírias, lideradas pelo presidente Ahmed al-Sharaa, sobre o Líbano para agir contra ex-oficiais de segurança e militares que fugiram através da fronteira após a queda de Assad. Em janeiro, a Síria deu às autoridades libanesas uma lista de mais de 200 ex-oficiais seniores que querem processar. O caso de Issa agora será encaminhado a um juiz de referência em Damasco, que decidirá se deve prosseguir para um tribunal criminal.
Desde que assumiu o poder, as autoridades de Sharaa têm processado dezenas de ex-oficiais. No início deste mês, um tribunal de Damasco condenou Assad e seu irmão, Maher, à morte à revelia por abusos cometidos durante a guerra civil. Eles fugiram para Moscou quando as forças de Sharaa tomaram o poder. Seus primos, Waseem al-Assad e Atif Najib, foram presos na Síria e também condenados à morte.
Então, um a menos, faltam algumas centenas. A justiça pode ser lenta, mas aparentemente ainda é mais rápida do que a papelada do acordo de extradição de 1951.
The Good Times
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