Economista do Banco da Inglaterra Sugere Aumento de Juros, Faz Pausa para Admirar Ouro Brilhante
O economista-chefe do Banco da Inglaterra, Huw Pill, sugere que as taxas de juros podem precisar subir este ano, culpa má sorte e excesso de otimismo, e confirma que o ouro é brilhante.
As taxas de juros podem precisar aumentar este ano para manter a inflação sob controle, de acordo com Huw Pill, economista-chefe do Banco da Inglaterra e uma das nove pessoas que decidem se sua hipoteca fica mais cara. Pill, natural de Cardiff, fez as declarações no podcast Walescast, observando que o "limite de velocidade com que se pode administrar a economia é um pouco menor do que no passado."
Pill, formado pela Whitchurch High School (cujos ex-alunos incluem lendas esportivas galesas, embora ele tenha seguido uma carreira diferente), é membro do Comitê de Política Monetária (MPC). O MPC define a taxa de juros que influencia custos de hipotecas, empréstimos, retornos de poupança e inflação — atualmente em 2,8%, acima da meta de 2% do Banco. Pill estava entre a minoria que votou por um aumento da taxa em junho, e ele acredita que outro aumento é necessário este ano.
"Estou no banco há 56 meses, a inflação esteve na meta ou abaixo por três meses, e acima da meta por 53 meses", disse Pill, sugerindo um padrão de má sorte e excesso de otimismo sobre o crescimento econômico tendencial. Ele também apontou para o crescimento lento da produtividade no Reino Unido, especialmente no País de Gales, onde a produtividade é a mais baixa das quatro nações do Reino e cerca de 15% abaixo da média do Reino Unido. Os salários galeses também são mais baixos, e os pedidos de benefícios são altos. Pill argumentou que melhorar infraestrutura e educação são fundamentais para elevar o padrão de vida, embora tenha reconhecido que é "algo muito difícil de entregar" dadas as finanças públicas apertadas e escolhas políticas difíceis.
Antes do Banco da Inglaterra, Pill trabalhou no Banco Central Europeu desde sua criação até a crise do Euro. Ele observou que ferramentas de bancos centrais, como taxas de juros e impressão de dinheiro, são poderosas, mas contundentes — "Não permitem resolver todos os problemas." Ele citou Grécia, Espanha, Portugal e Irlanda como exemplos de países que passaram por ajustes dolorosos, mas "saíram do outro lado mais fortes."
Em uma nota mais leve, Pill confirmou que os cofres do Banco guardam 400.000 barras de ouro, que ele viu exatamente uma vez (durante uma visita do Comitê Seleto do Tesouro). Seu veredito: "É muito pesado e incrivelmente brilhante."
The Good Times
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