A partir de sábado, pais americanos podem abrir uma conta poupança com o nome do 45º e 47º presidente e recheada de investimentos de Wall Street. As "contas Trump", autorizadas pelo One Big Beautiful Bill Act, vêm com um depósito governamental de US$ 1.000 para crianças nascidas entre janeiro de 2025 e dezembro de 2028 — cobrindo convenientemente quase todo o segundo mandato de Donald Trump. Pais, amigos e empregadores podem contribuir com até US$ 5.000 anuais.

O Departamento do Tesouro anunciou que os depósitos padrão irão para um fundo da State Street que acompanha o S&P 500, com opções da BlackRock e Vanguard chegando depois. O aplicativo para gerenciar essas contas? Desenvolvido pelo Bank of New York Mellon e Robinhood, a plataforma que ensinou a uma geração que day trade é basicamente jogatina com etapas extras.

Bilionários já pularam de cabeça: Michael e Susan Dell doaram US$ 6,25 bilhões para dar a 25 milhões de crianças pobres com menos de 10 anos US$ 250 extras cada. Ray Dalio e sua esposa contribuíram para 300 mil crianças de baixa renda em Connecticut. Os apoiadores republicanos do projeto o chamam de "Lei de Cortes de Impostos para Famílias Trabalhadoras", mas pesquisas recentes mostram que dois terços dos eleitores desaprovam o desempenho econômico de Trump. Ainda assim, nada diz "confie em nós com o futuro financeiro dos seus filhos" como um formulário numerado 4547 — uma sutil referência ao lugar de Trump na história presidencial.