Richard White renunciou ao cargo de presidente executivo da WiseTech, a empresa australiana de software que cofundou, depois que a polícia começou a investigar alegações de que ele explorou a situação financeira e o status de visto de uma faxineira para obter sexo. White nega as acusações, que ele diz serem uma "distração desnecessária" da solidez dos negócios da empresa.

A medida, anunciada na terça-feira, fez as ações da WiseTech subirem 8,1%, adicionando quase US$ 1 bilhão ao seu valor de mercado. É uma bela recuperação em relação ao ano passado, quando o valor da empresa despencou de mais de US$ 40 bilhões em julho de 2025 para menos de US$ 13 bilhões antes do anúncio.

White continuará como membro do conselho e diretor de inovação, enquanto Raelene Murphy o substitui como presidente. Murphy defendeu White, dizendo que sua "experiência pessoal trabalhando com Richard é totalmente oposta aos relatos da mídia". O conselho quer manter a "profundidade de experiência" de White, mas se concentrará no planejamento de sucessão, disse ela.

Os investidores venderam suas ações em junho após relatos de que a polícia investigava White por supostamente coagir uma faxineira a um relacionamento sexual e fornecer informações falsas para o pedido de visto dela. A empresa também enfrenta pressão do boom da IA, que prejudicou seu valor de mercado, e começou a demitir 30% de sua força de trabalho em maio.

Jackson Lee, analista da RBC Capital Markets, chamou a renúncia de White de "mais um passo na direção certa", mas disse que os investidores vão querer provas de governança aprimorada antes de recomprar ações. O mercado, observou, provavelmente vai querer ver operação independente do conselho renovado, do CEO Zubin Appoo e do diretor de inovação.