Pelo menos quatro palestinianos e dois israelenses foram mortos num tiroteio na Cisjordânia ocupada, marcando o incidente mais mortal na região em meses. Porque nada diz 'processo de paz' como um lote fresco de cadáveres.
O caos desenrolou-se na aldeia de Tal, no norte, onde os relatos divergem mais rápido que um colono a fugir de um confronto. Os palestinianos disseram à BBC que moradores confrontaram colonos judeus que os atacavam, e então soldados chegaram e começaram a atirar. O exército israelita, no entanto, disse que respondeu a relatos de que caminhantes tinham sido atacados, e que 'terroristas roubaram a arma' de um guarda de segurança e o mataram antes de serem mortos por soldados. Os outros três mortos eram membros da mesma família palestiniana. Um segundo israelense, um soldado, também foi morto.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram mais tarde que se preparavam para 'extensa atividade operacional de contraterrorismo no setor' — porque isso sempre acalma as coisas.
Desde o início da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, houve um aumento de ataques de colonos contra palestinianos e suas propriedades. Ahmed Zeidan, uma testemunha ocular, disse à BBC que o incidente começou quando moradores correram para confrontar cerca de 30 colonos que atacavam casas palestinianas. Confrontos corpo a corpo eclodiram na presença de soldados israelitas — um verdadeiro exercício de construção comunitária.
Essam Saifi, um líder local do Fatah, disse à Reuters que colonos abriram fogo antes de as forças israelitas chegarem e também começaram a atirar. Autoridades palestinianas disseram que vários outros ficaram feridos. As IDF, naturalmente, disseram que os palestinianos começaram o ataque.
Dois vídeos foram amplamente partilhados, mas não verificados de forma independente. Um mostra um confronto entre palestinianos e soldados israelitas e civis armados, com tiros e provocações. O segundo parece mostrar dois homens a tentar agarrar armas — um com sucesso — levando a uma cena caótica e mais tiros. As IDF disseram que um soldado de 27 anos 'caiu durante atividade operacional' — porque clareza é sobrevalorizada.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, prometeu agir 'com toda a força contra os terroristas e aqueles que os orquestram e patrocinam.' O seu gabinete emitiu um comunicado com o ministro da Defesa, Israel Katz, dizendo que a casa do atirador palestiniano seria demolida e que a legalização de postos avançados de colonos não autorizados seria acelerada. Postos avançados, que são ilegais segundo o direito internacional e muitas vezes apenas aglomerados de caravanas, são aparentemente a solução para tudo.
Yair Golan, líder do Partido Democrata de Israel, descreveu a declaração como 'uma intenção clara de incendiar a área.' Entretanto, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, disse que as aldeias dos 'assassinos' devem ser tratadas como Gaza, porque isso resultou tão bem.
Desde outubro de 2023, 1.114 palestinianos foram mortos na Cisjordânia, a grande maioria pelas IDF, segundo a ONU. Pelo menos 35 dessas mortes envolveram ataques de colonos. No mesmo período, 41 israelenses foram mortos em ataques palestinianos ou durante operações militares israelitas. Os colonatos, que albergam 700.000 judeus entre 3,3 milhões de palestinianos, continuam ilegais segundo o direito internacional — mas hey, quem está a contar?