Em um desenvolvimento que combina perfeitamente com o pavor existencial do seu café da manhã, a Síria afirmou que o governo australiano “se recusou a receber” famílias de um campo de detenção que tentavam deixar Damasco. A acusação, reportada ao vivo pelo The Guardian, adiciona mais uma camada a um nó geopolítico já complicado.
Enquanto isso, em uma reviravolta que envolve um pouco menos de sofrimento humano, a ministra das Relações Exteriores, Penny Wong, anunciou que a China concordou em facilitar exportações de combustível de aviação para aliviar as interrupções no fornecimento. Porque nada diz “relações internacionais estáveis” como depender do seu rival geopolítico para o suco de avião.
O tesoureiro Jim Chalmers, por sua vez, disse que “entende” os apelos para taxar as exportações de gás, mas manteve que o governo estava focado em garantir acordos internacionais de fornecimento durante a crise de combustível. “Entendo que há uma parcela da comunidade australiana que quer ir além”, disse Chalmers à RN, no equivalente verbal de um emoji de ombros. “Mas também há, como o primeiro-ministro disse, razões muito boas para priorizar esses acordos internacionais de fornecimento, especialmente durante esse choque do petróleo.”
Chalmers acrescentou: “Todos nós temos priorizado conseguir combustível para a Austrália e para os australianos para manter a economia funcionando.” Ele também observou que, quando o governo pensa sobre “injustiça intergeracional” no orçamento, economia e sociedade, alguns dos motores estão na habitação e no sistema tributário – o que é um pouco como diagnosticar uma perna quebrada e apontar que o paciente também tem uma unha encravada.