A comissão real sobre antissemitismo e coesão social ouviu que os policiais de Nova Gales do Sul estavam dramaticamente em desvantagem de fogo durante o massacre na praia de Bondi em 14 de dezembro, forçados a duelar com atacantes armados com rifles enquanto carregavam pistolas Glock 9mm - uma incompatibilidade tática que seria cômica se não fosse tão mortal.
O vice-comissário David Hudson testemunhou que os oficiais foram "colocados em risco significativo" ao enfrentar os atiradores em um tiroteio com pistolas contra armas longas. "Obviamente, em 14 de dezembro, nossos policiais foram colocados em risco significativo, estando em um tiroteio armados com Glocks 9mm contra armas longas", disse ele à comissão, no que pode ser a admissão menos surpreendente do ano.
Um plano para criar um comando de resposta armada - 210 policiais portando armas longas - foi "acelerado", mas não estará totalmente equipado por pelo menos mais 12 meses, disse Hudson. A Associação de Policiais de NSW vinha fazendo lobby por acesso mais consistente a armas longas após o ataque, o que parece razoável, já que os atacantes usaram um rifle de alta potência de ação por ferrolho e espingardas para atirar em uma multidão que celebrava o Hanukkah no Archer Park.
Em 30 segundos após abrir fogo, os atiradores atingiram 11 pessoas, ferindo fatalmente 10. A dupla, Sajid Akram e seu filho Naveed Akram, supostamente matou 15 pessoas no total. Sajid foi morto a tiros pela polícia; Naveed foi ferido e agora enfrenta acusações incluindo 15 acusações de homicídio e uma de cometer ato terrorista supostamente "inspirado pelo" Estado Islâmico. Todo o ataque durou sete minutos e 41 segundos - uma eternidade quando você está recarregando uma Glock.
Acredita-se que o detetive sênior constable Cesar Barraza tenha disparado os tiros de sua Glock 9mm que mataram Sajid, 50, e desarmaram Naveed, 24. Dois outros oficiais, o constable Scott Dyson e o constable em período probatório Jack Hibbert, ficaram gravemente feridos.
Hudson também disse à comissão que dar ao Community Security Group - que fornece segurança à comunidade judaica - poderes adicionais seria "problemático", observando que "isolar um grupo específico para poderes adicionais dentro de nossa comunidade é problemático. Cria uma desconexão entre grupos". Um ponto justo, embora se imagine que a comunidade judaica pudesse ter preferido um pouco menos de desconexões e um pouco mais de rifles durante o ataque.
O novo Comando de Resposta Armada, anunciado em fevereiro pela polícia e pela ministra de contraterrorismo Yasmin Catley, consistirá em 250 oficiais operando 24 horas por dia, patrulhando áreas de alto risco, locais de culto, grandes eventos e aglomerações. Hudson disse que deve estar totalmente operacional em 12 meses - o que, coincidentemente, é exatamente o tempo que teria levado para impedir o último ataque.
Hudson também levantou preocupações sobre o compartilhamento de informações entre agências estaduais e federais, observando que a polícia de NSW tem uma interpretação "muito aberta" do Protective Security Policy Framework, mas outras agências são menos abertas. "Se há risco ou ameaça, compartilharemos informações com outras agências, mas outras agências podem, em ocasiões, não ser tão abertas, e isso criou uma dificuldade", disse ele. Porque nada diz "lições aprendidas" como uma guerra burocrática de território sobre quem compartilha as informações de ameaça.