Jacinda Ardern e seu marido, Clarke Gayford, compraram uma casa de US$ 5,3 milhões nas praias do norte de Sydney, segundo uma fonte com conhecimento da venda. A ex-primeira-ministra da Nova Zelândia decidiu por uma propriedade em Dee Why depois de explorar locais que incluíam a vizinha Curl Curl — porque, se você vai gastar cinco milhões de dólares, que seja perto de uma praia com um nome que soa como uma pose de ioga.

A transação, intermediada pela Raine & Horne Northern Beaches e noticiada inicialmente pelo Sydney Morning Herald, é a maior venda já registrada no subúrbio este ano, segundo a fonte familiarizada com o negócio. O Guardian procurou Gayford e um representante de Ardern para comentar, presumivelmente para perguntar se a casa vem com um quarto do pânico para quando alguém perguntar sobre negociações de coalizão.

Em fevereiro, o escritório de Ardern confirmou que ela estava morando na Austrália após relatos na mídia de que ela, Gayford e a filha, Neve, haviam sido vistos em visitas a imóveis na região. "A família está viajando há alguns anos", disse um porta-voz ao Guardian na época. "No momento, estão baseados na Austrália — têm trabalho lá, e isso traz o bônus adicional de mais tempo em casa, na Nova Zelândia." O porta-voz se recusou a especificar quando a família chegou ou o que exatamente o trabalho envolve, mas observou que não é incomum que ex-líderes passem um tempo no exterior depois de deixar o cargo — uma forma diplomática de dizer "eles merecem uma pausa do escrutínio implacável, obrigado".

Ardern anunciou sua aposentadoria da política em janeiro de 2023, após cinco anos como primeira-ministra da Nova Zelândia e líder do Partido Trabalhista. Eleita para o cargo mais alto em outubro de 2017 — sim, não é erro de digitação, embora perdoaríamos se você verificasse duas vezes — ela se tornou a líder feminina mais jovem do mundo a servir, aos 37 anos. Mais tarde, tornou-se a segunda mulher a dar à luz enquanto ocupava um cargo eletivo, porque aparentemente administrar um país não era multitarefa suficiente para um currículo.

Desde que deixou o cargo, Ardern assumiu bolsas duplas na Universidade Harvard, continuou seu trabalho na Christchurch Call — o projeto que ela estabeleceu para combater o extremismo online após os ataques às mesquitas de Christchurch — e ingressou no conselho de administração do prêmio Earthshot, do príncipe William. Enquanto isso, a Nova Zelândia tem lidado com um aumento no número de cidadãos deixando o país devido à economia fraca, alto custo de vida e desemprego elevado, com muitos se mudando para a Austrália. Então Ardern não é apenas uma ex-primeira-ministra — ela também é uma ditadora de tendências, embora com um orçamento habitacional um pouco melhor que o do expatriado médio.