Guerra de Drones Transborda Fronteiras: Dois Mortos na Passagem da Moldova Enquanto Ataques Rússia-Ucrânia se Intensificam
Drones transformam passagens de fronteira em estacionamentos e centros comerciais em escombros, enquanto diplomatas fingem que negociações são iminentes.
A guerra de drones entre Rússia e Ucrânia expandiu oficialmente sua lista de convidados, com a Moldova agora hospedando um show aéreo não convidado. Duas pessoas morreram quando drones russos atingiram a passagem de fronteira de Starokozache entre a Ucrânia e a Moldova, segundo o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. A passagem, a cerca de 500 km (310 milhas) ao sul de Kyiv, foi fechada imediatamente após o ataque noturno, deixando carros queimados como as mais recentes instalações de arte moderna.
Enquanto isso, em Kyiv, uma mulher foi morta e 14 pessoas, incluindo duas crianças, ficaram feridas quando um drone russo atingiu um prédio de nove andares. Em Sumy, um centro comercial tornou-se um alvo não intencional, matando três e ferindo 20, enquanto o chefe regional Oleg Hryhorov confirmou que os esforços de rescaldo estavam em andamento. Porque nada diz 'terapia de compras' como um ataque de drone.
Para não ficar atrás, a Rússia relatou suas próprias queixas relacionadas a drones. Quatro pessoas, incluindo uma criança, morreram em um ataque de drone ucraniano no porto de Novorossiysk, no Mar Negro, com 29 feridos. O governador, Veniamin Kondratiev, descreveu-o como um 'ataque maciço de drones inimigos durante a noite', que danificou edifícios residenciais, uma igreja e uma pré-escola - porque a guerra não poupa ninguém, nem mesmo a escola dominical.
Até o Ártico teve sua parcela de ação: um drone atingiu uma instalação industrial em Novy Urengoy. O governador Dmitry Artyukhov disse que os destroços causaram um incêndio, mas sem feridos, o que provavelmente é a melhor notícia que alguém naquela região teve em toda a semana. A militar ucraniana mais tarde reivindicou a responsabilidade, dizendo que atingiu a refinaria de petróleo Novourengoysky ZPKT, a mais de 3.000 km da fronteira, para prejudicar a máquina de guerra russa. Fala-se em relacionamentos à distância.
O primeiro-ministro da Moldova, Vasile Tofan, confirmou que 17 drones atingiram o território moldavo apenas em agosto - mais do que todo o ano passado. 'Aqueles que ignoram ou minimizam essas ameaças - e se recusam a nomear o agressor - estão negando a realidade', escreveu ele. 'A Rússia começou esta guerra. Somente a Rússia tem responsabilidade.' Palavras ousadas de um país que cada vez mais se encontra no fogo cruzado.
Tudo isso ocorre em meio a renovados esforços diplomáticos, porque nada diz 'negociações de paz' como uma noite de abate de 596 drones, como afirmou o ministério da defesa russo. Os ataques seguem uma ligação telefônica entre Vladimir Putin e Donald Trump sobre o fim da guerra, e os enviados dos EUA, Jared Kushner e Steve Witkoff, visitaram Moscou e Kyiv. O Kremlin diz que é cedo demais para discutir uma data ou local para as negociações, o que é um eufemismo diplomático para 'ainda estamos aproveitando o caos'.
The Good Times
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