Bem-vindos à Supertaça Europeia, onde o futebol é apenas metade da história. O jogo desta noite entre o Paris Saint-Germain e o Aston Villa em Salzburgo vem com um lado de drama cósmico - um eclipse solar, o primeiro desde 1999, escureceu os céus, e um adepto, Simon McMahon, marcou a ocasião admitindo que está de férias e a beber whisky há quatro semanas seguidas. Prioridades, pessoal.

As equipas estão em campo, com o PSG no tradicional azul e vermelho, enquanto o Villa veste um azul claro quase branco - uma homenagem, dizem-nos, ao mosaico da Holte End. Adorável. Também adorável é o árbitro, o oficial somali de 34 anos Omar Artan, que foi completamente enganado pelo Coletivo Palhaço Trump-Infantino no Mundial deste verão. Esperemos que ele desfrute do espetáculo que tanto merece.

O PSG, campeão europeu, começa com o novo reforço de £43 milhões, Maghnes Akliouche, na ala direita, enquanto o Villa dá estreias a João Gomes (£38 milhões) e ao jovem de 17 anos Brian Madjo, uma unidade de 1,93m a liderar o ataque. Unai Emery, na sua quarta Supertaça após segundos lugares com o Sevilha em 2014 e 2015 e com o Villarreal em 2021, estava efusivo antes do jogo: "Estamos motivados e entusiasmados... estamos a jogar contra a melhor equipa... temos alguns jogadores jovens... mas estamos prontos."

E que jogo tem sido. O PSG chegou à frente por Khvicha Kvaratskhelia, que entrou pela esquerda, passou por Cash como um fantasma, e rematou colocado ao ângulo superior da baliza a 12 metros - com tanta força que o guarda-redes não teve hipótese. Mas os jovens do Villa têm causado estragos. Madjo, depois de falhar três boas ocasiões, finalmente balançou as redes com um remate forte de ângulo apertado, tornando-se o marcador mais jovem da história da Supertaça aos 17 anos, batendo o recorde de Patrick Kluivert por uns bons anos. Em algum lugar do multiverso, Madjo já tem um hat-trick.

Como um adepto, Andrew Goudie, refletiu: "Cinco milhões de euros para os vencedores, quatro milhões para os perdedores. Não há grande diferença. Talvez os pontos de coeficiente da UEFA compensem, mas quem os entende?" De facto. E Justin Kavanagh, claramente um homem de gostos refinados, perguntou: "Onde está a pausa para hidratação? Preciso de uma chávena de chá e certamente há um ou dois defesas do Villa que precisam de uma transfusão de sangue depois das artimanhas de Kvaratskhelia."

Com o resultado em 1-1 ao intervalo, isto está longe de terminar. Como Peter Oh, relembrando Salzburgo, notou: "A última vez que estive em Salzburgo lembro-me de estar numa praça de paralelepípedos a desfrutar de uma salsicha suculenta com queijo a escorrer (sabe melhor do que parece), um pretzel macio de canela e manteiga e um copo gelado de Stiegl. Bons tempos." De facto. Fiquem atentos - há mais futebol, e possivelmente mais eclipse, para vir.