Em notícias que não surpreenderão absolutamente ninguém que tenha visto o Nottingham Forest esta temporada, Oliver Glasner não está a passar um bom bocado. Mas não temam, porque o homem em questão quer que saibam que está ótimo. "Para mim, vou para casa e tomo o pequeno-almoço com a minha família, por isso não é a pior situação", disse Glasner, presumivelmente agarrado a uma caneca de café e a olhar para o vazio. "Ninguém precisa de ter pena do Oliver Glasner. Se eu quiser, podia começar noutro sítio dentro de duas semanas. Não o vou fazer. Mas os jogadores, o staff, continuam na mesma situação. E é a mesma situação de merda que o clube tinha no ano passado." Ah, sim, o clássico truque do "podia sair mas escolho ficar e sofrer". Jogada ousada.

Glasner, que aparentemente tem uma cláusula de saída de duas semanas e a autocontenção de um santo, insiste que está nisto para o longo prazo: "Portanto, é preciso mudar e reconstruir de baixo para cima. E isto é claro para mim. E é isto que vou fazer. E sem quaisquer compromissos, zero, zero." Zero compromissos, zero vitórias, zero descanso.

Entretanto, o treinador do Sunderland, Régis Le Bris, ofereceu uma visão mais ponderada sobre o caos geral da gestão no futebol, notando que os seus jogadores estão "expostos esta temporada com este calendário sobrecarregado, é realmente exigente". Acrescentou: "É inesperado? Não creio. Muitos clubes no ano passado passaram exatamente pela mesma situação. Primeiro ano na Europa, sabes que vais ter, em média, menos 10 pontos. É a nossa realidade." Portanto, aí está: o segredo do sucesso nas competições europeias é esperar ficar cerca de 10 pontos pior. Coisa inspiradora.

Noutras notícias, Carrick fica no comando para o jogo com a Roma, Challinor entra no Sheffield Wednesday, e o Liverpool x Arsenal aproxima-se. Mas, honestamente, depois daquele monólogo de Glasner, tudo o resto parece uma nota de rodapé. Matchday live, de facto.