Um homem de 31 anos, italiano de origem marroquina, transformou uma tarde de sábado em Modena numa cena que ninguém pediu, dirigindo seu carro contra pedestres e ferindo oito pessoas, quatro delas gravemente. Uma mulher precisou ter ambas as pernas amputadas – um detalhe que torna ainda mais difícil pintar o ocorrido como um simples batidinha.

Depois que o carro finalmente parou contra uma vitrine – porque aparentemente até atropelamentos precisam de uma vaga de estacionamento designada – o motorista saiu brandindo uma faca. Ele então brigou com um transeunte que o perseguiu, o que foi exatamente tão bem quanto você esperaria: o suspeito foi dominado. Luca Signorelli, o civil que assumiu o papel de herói de ação improvisado, levou um golpe na cabeça e no peito antes que o suspeito fosse contido com a ajuda de outros espectadores. Nota para aspirantes a criminosos: se seu carro falhar em fugir, uma faca provavelmente não vai melhorar a situação.

O suspeito, identificado pelas autoridades como Salim El Koudri, nasceu em Bérgamo e mora na província de Modena. É formado em economia e não tem antecedentes criminais – o que só mostra que diplomas nem sempre compram boas decisões. A prefeita de Modena, Fabrizia Triolo, revelou que El Koudri foi encaminhado a um centro de saúde mental em 2022 por "transtornos esquizoides", mas depois "desapareceu sem deixar vestígios". Porque nada diz "acompanhamento robusto de saúde mental" como perder o rastro de alguém completamente.

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, que cancelou uma viagem planejada ao Chipre por causa disso, chamou o incidente de "extremamente grave". Ela e o presidente Sergio Mattarella planejam visitar os feridos no domingo. Enquanto isso, o vice-primeiro-ministro de extrema-direita, Matteo Salvini, não perdeu tempo em nomear o suspeito no X e descrevê-lo como um "criminoso de segunda geração" – porque quando a tragédia atinge, por que não marcar alguns pontos políticos?

O incidente ocorreu às 16h30 perto da icônica catedral de Modena, com testemunhas descrevendo o carro acelerando a pelo menos 100 km/h antes de atingir a calçada. "Vimos pessoas voando", disse uma testemunha à mídia italiana, uma frase que ninguém deveria ter que dizer sobre sua tarde de sábado.