Pelo menos 13 pessoas, incluindo quatro mulheres e uma criança, foram mortas em ataques aéreos israelenses no sul do Líbano, informou o Ministério da Saúde libanês, provando mais uma vez que extensões de cessar-fogo são tão eficazes quanto uma porta de tela num submarino.

Duas mulheres e uma criança estavam entre os oito mortos em Haboush, no distrito de Nabatieh, onde as Forças de Defesa de Israel (IDF) emitiram uma ordem de evacuação — porque nada diz 'nós avisamos' como uma bomba caindo na sua sala de estar. Quatro pessoas, incluindo duas mulheres, foram mortas em Zrarieh, no distrito de Sidon, enquanto outra pessoa foi morta em Ain Baal, no distrito de Tiro. No total, 32 pessoas ficaram feridas na sexta-feira.

Os combates entre Israel e o Hezbollah continuaram apesar de uma extensão de cessar-fogo de três semanas em andamento, que aparentemente significa 'cessar-fogo' da mesma forma que 'dieta' significa 'coma o que quiser, mas sinta-se culpado.' No sábado, o grupo apoiado pelo Irã, Hezbollah, disse que alvejou soldados israelenses e veículos militares no Líbano, porque por que deixar um bom cessar-fogo ir para o lixo?

O exército israelense disse que um de seus soldados foi morto durante combates no sul do Líbano na quinta-feira, elevando o número de mortes de tropas israelenses desde o início de março para 17. São 17 soldados que não voltarão para casa, além de dois civis mortos por ataques do Hezbollah em Israel — porque neste conflito, todos perdem.

Uma pausa inicial de 10 dias nas hostilidades foi anunciada em 16 de abril após conversas de embaixadores em Washington entre Israel e o Líbano, marcando a primeira reunião de alto nível entre os dois países desde 1993. Isso mesmo: levou 32 anos para eles se sentarem na mesma sala, e o resultado foi uma pausa de 10 dias. Progresso!

Uma extensão de três semanas para o cessar-fogo foi anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em 23 de abril, que disse que o segundo encontro entre os dois países 'foi muito bem' e que os EUA trabalhariam com o Líbano 'para ajudá-lo a se proteger do Hezbollah.' O grupo apoiado pelo Irã não estava envolvido no acordo de cessar-fogo, mas indicou que cumpriria seus termos se também fosse respeitado por Israel — o que, spoiler, não foi.

Enquanto a trégua interrompeu em grande parte os ataques à capital Beirute e seus subúrbios ao sul, os combates persistiram em outras partes do sul, com contínuos ataques aéreos e repetidas ordens de evacuação. Em 30 de abril, a embaixada dos EUA em Beirute sugeriu que uma reunião entre o presidente libanês Joseph Aoun e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu daria ao Líbano 'a chance de garantir garantias concretas sobre soberania plena, integridade territorial, fronteiras seguras, apoio humanitário e de reconstrução, e a restauração completa da autoridade estatal libanesa sobre cada centímetro de seu território.' A postagem no X acrescentou que isso seria 'garantido pelos EUA' — porque as garantias dos EUA têm um histórico tão estelar no Oriente Médio.

O presidente libanês se encontrou com o embaixador dos EUA no Líbano, Michael Issa, na sexta-feira, onde Issa afirmou que os EUA continuam apoiando o Líbano. Apoio, é claro, sendo um termo flexível que pode incluir desde apoio diplomático até fingir que não vê enquanto seu aliado bombardeia o lugar.

Israel e o Hezbollah concordaram com um cessar-fogo encerrando um conflito anterior em novembro de 2024, após o qual Israel realizou ataques quase diários contra alvos e pessoas que disse estarem ligadas ao Hezbollah. Depois que os EUA e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro e mataram o líder supremo do Irã, o Hezbollah lançou foguetes e drones contra Israel em retaliação em 2 de março. Em resposta, Israel bombardeou o Líbano com ataques aéreos. As forças israelenses reentraram no sul do Líbano no início de março, onde destruíram vilas e continuam ocupando 10 km (6,2 milhas) de território libanês.

Desde o início de março, 2.586 pessoas foram mortas no Líbano, incluindo 103 profissionais de saúde e socorristas, de acordo com o Ministério da Saúde libanês. Ele não distingue entre combatentes e civis — porque quando você está morto, isso realmente importa?