Em uma notícia que não surpreenderá exatamente ninguém que tem prestado atenção, o quarto dia de audiências públicas da comissão real sobre antissemitismo revelou que os judeus australianos estão passando por um momento completamente miserável. Eles foram aconselhados a adotar nomes "menos obviamente judeus", pressionados a renunciar e abusados verbalmente por colegas após 7 de outubro de 2023. Porque nada diz 'ambiente de trabalho profissional' como dizer a alguém para esconder sua identidade.

A enviada da Austrália para o antissemitismo, Jillian Segal, fez a avaliação mais surpreendente do dia: o ódio aos judeus tornou-se "quase moderno". Isso mesmo, pessoal - a intolerância agora é uma escolha de estilo de vida. "Se alguém que eles seguem online, um influenciador, tem essa visão, eles adotam essa visão", explicou Segal, presumivelmente enquanto resistia à vontade de revirar os olhos.

Uma enfermeira de Sydney, usando o pseudônimo AAV, pintou um quadro sombrio da Saúde de Nova Gales do Sul. Ela contou que foi chamada de "escória sionista" por colegas enfermeiros e declarou que o sistema "não é seguro para pessoas judias". Depois que seu primo foi feito refém pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, ela colocou cartazes de reféns e usou uma fita amarela - apenas para ser informada por seu gerente para removê-los porque poderiam "incomodar ou ofender outras pessoas". Porque aparentemente, lembrar dos reféns é ofensivo agora.

Em uma reviravolta particularmente absurda, a equipe de mídia do hospital rejeitou seu pedido para publicar uma mensagem de "Feliz Hanukkah" em dezembro de 2025, apesar de ter publicado mensagens semelhantes para Diwali e Natal. Você não pode inventar isso - bem, pode, mas seria muito óbvio. AAV também compartilhou seu terror ao passar por uma cirurgia no joelho em fevereiro de 2025, depois que enfermeiros "se gabaram de ter matado cidadãos israelenses". Ela passou 24 horas "paralisada de medo", imaginando todas as maneiras pelas quais poderia ser morta em um hospital. Duas enfermeiras do hospital Bankstown enfrentarão julgamento em 2026 por esses comentários.

Sarah, uma psicóloga clínica que não compartilhou seu sobrenome, disse à comissão que judeus australianos estão inundando seu consultório com histórias de assédio. Crianças estão perguntando "por que eles nos odeiam?" enquanto acadêmicos estão sendo empurrados para fora de espaços profissionais. Sarah e colegas deixaram um grupo no Facebook de cerca de 2.500 psicólogos clínicos depois de serem acusados de tomar "o lado do opressor" por pedirem que Israel não fosse discutido. Porque nada diz 'espaço seguro' como acusar seus colegas de traição por querer evitar uma guerra política.

Segal observou que os jovens australianos são particularmente hostis, e que confundir o governo israelense com o povo judeu é a forma de antissemitismo que mais cresce. Ela também admitiu que figuras importantes hesitaram em se manifestar, mas isso mudou após o ataque terrorista de Bondi. "Muitos líderes me contataram desde então, querendo se envolver mais", disse ela, acrescentando que houve uma percepção de que as queixas da comunidade judaica "não eram uma coleção de incidentes isolados, não era um exagero, era muito real e muito perigoso para o país".

As audiências também ouviram um funcionário (pseudônimo ABM) que deixou uma empresa global de propriedade australiana depois que seu CEO disse para ele usar um nome "menos obviamente judeu". Ele foi aconselhado a mudar sua assinatura de e-mail e diretórios internos porque uma parte interessada no exterior não queria trabalhar com a divisão israelense. Ele concordou, sentindo que não tinha escolha, mas renunciou meses depois. "Senti uma vergonha que nunca tinha sentido antes", disse ele. "Isso realmente me fez questionar se posso ser abertamente judeu em ambientes de trabalho profissionais."

Stephanie Cunio, uma sindicalista e ativista climática de longa data de Sydney, disse que se sentiu pressionada a renunciar ao conselho de um grupo de defesa ambiental quando membros mais jovens lutavam para fazer campanha contra Israel. Um membro do conselho disse a ela: "talvez você deva considerar sair". Porque nada diz 'ativismo ambiental' como expurgar seu conselho por divergências políticas.

Um músico israelense (pseudônimo