Olivia Rodrigo tem um recado para a polícia da moda autoproclamada da internet: talvez examinem sua própria bagagem antes de desempacotar a dela. A cantora respondeu à reação negativa a um vestido babydoll que usou durante uma apresentação no Teatre Grec, em Barcelona, no dia 8 de maio, onde cantou seu single recente Drop Dead em um vestido floral curto e bufante. (Sim, ela também usa um estilo semelhante na capa de seu próximo álbum, então se preparem.)

Em uma entrevista ao Popcast do New York Times, Rodrigo não mediu palavras. “Isso tem me deixado muito chateada”, disse ela. “O que é realmente perturbador é que sinto que já usei roupas reveladoras no palco. Tipo, já estive no palco de sutiã brilhante, shorts curtos, o que é meu direito. É divertido. Eu me senti legal e confortável com isso. E aquilo não era ‘inapropriado’ – mas eu completamente coberta por um vestido que as pessoas consideram infantil era inapropriado.” Ela acrescentou: “Acho que mostra como normalizamos a pedofilia em nossa cultura. E também é essa retórica que nos é imposta desde pequenas, que é tipo, ‘Não use isso porque senão um homem vai sexualizar seu corpo e a culpa é sua’. Tipo, é tão estranho.”

Rodrigo está promovendo seu terceiro álbum, You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love, com lançamento previsto para 12 de junho. Laura Snapes, do Guardian, chamou o single principal Drop Dead de “melodia destinada a perseguir os cérebros dos ouvintes durante todo o verão”. A cantora destacou que o vestido babydoll é um item básico do punk dos anos 90, usado por ícones como Kathleen Hanna e Courtney Love. “Não achei que parecia sexy com aquilo”, disse Rodrigo. “Pensei: ‘Isso é tão legal. Sinto que pareço a Kathleen Hanna ou a Courtney Love’, todas essas pessoas que são minhas heroínas.” A própria Love postou stories no Instagram em apoio a Rodrigo após a reação negativa.

Rodrigo disse que o novo álbum explora temas mais leves, uma mudança em relação aos hinos de coração partido como Drivers License e Vampire e faixas intensas como Good 4 U. “Estava muito animada para escrever sobre alegria, amor e paixão de uma forma que nunca tinha feito antes”, disse ela à Cosmopolitan. No ano passado, ela foi headliner do festival Glastonbury, no Reino Unido, e em outubro, criticou a Casa Branca por usar sua música em vídeos anti-imigração, chamando-os de “propaganda racista e odiosa”. O vídeo de seu single recente The Cure mostra ela vestida de enfermeira rosa em um hospital com decoração retrô. Uma turnê americana de outono foi anunciada, com datas no Reino Unido e Europa a seguir no início do próximo ano.