A Dish, empresa por trás da Dish TV e Sling TV, pediu falência Capítulo 11, conforme noticiado pela Reuters. A medida permite que a empresa controlada pela EchoStar continue encerrando suas operações sem fio após o que chama de “atrasos imprevistos” na venda de US$ 23 bilhões em espectro 5G para a AT&T. Dish TV, Sling TV e outras marcas continuarão operando durante o processo, com um plano para sair da falência até o final do terceiro trimestre de 2026.

Boost Mobile e Gen Mobile não fazem parte da falência e continuarão operando normalmente, presumivelmente sem o drama todo.

Graças ao atraso na venda do espectro, a Dish diz que não tinha “liquidez suficiente” para pagar US$ 2 bilhões em dívidas com vencimento em 1º de julho. A Dish abandonou o sonho de se tornar a quarta grande operadora dos EUA no ano passado, optando por vender espectro para a AT&T e a SpaceX. Nenhum dos negócios foi fechado ainda, de acordo com o The Wall Street Journal.

“A EchoStar está na vanguarda das telecomunicações há mais de 45 anos, e esses passos posicionarão o negócio para um futuro ainda mais forte”, disse o CEO da EchoStar, Charlie Ergen, em um comunicado à imprensa. “Estamos operando normalmente durante todo esse processo, entregando os mesmos serviços de alta qualidade que nossos clientes esperam.” Então, sabe, a mesma Dish, só que com mais papelada.