A ONU está ajudando agricultores de Gaza a reconstruir suas pequenas propriedades em áreas destruídas pela guerra entre Hamas e Israel — uma tarefa que é essencialmente jardinagem em zona de guerra. Veja Taysir Dahdouh, cuja fazenda no bairro de Zeytun, leste da Cidade de Gaza, é um pouco menor que um campo de futebol. Suas estufas já cultivaram pepinos e tomates; agora são escombros. Ele precisa de ferramentas, sementes, fertilizantes e água para recomeçar, o que é um pouco como pedir uma mangueira enquanto sua casa está pegando fogo.\n\nAlessandro Mrakic, Chefe do Escritório de Gaza do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), disse à ONU News que famílias que fugiram de bombardeios pesados se mudaram várias vezes antes de retornar. O PNUD forneceu 200 unidades habitacionais de emergência, e atrás dele, disse, as pessoas já estão produzindo berinjelas, tomates e molokhia — porque nada diz resiliência como cultivar vegetais em uma zona de guerra.\n\nA Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) ampliou sua assistência em dinheiro para ajudar cerca de 1.500 agricultores palestinos a cultivar a terra durante a temporada de plantio de 2026, o suficiente para produzir vegetais frescos para mais de 100.000 pessoas. Mas a FAO alertou que os agricultores estão "comprimidos em um espaço que encolhe rapidamente" devido à atividade militar israelense em andamento, e pede acesso à terra, ao mar e a insumos de produção como sementes, fertilizantes, equipamentos de irrigação e equipamentos de pesca. Porque você não pode cultivar se estiver sendo baleado.\n\nEnquanto isso, o Vice-Coordenador Especial Ramiz Alakbarov saudou quase US$ 58 milhões em novos compromissos de oito Estados-Membros para o Fundo Horizonte da ONU, e pediu educadamente mais dinheiro. O Programa Alimentar Mundial (PAM) observou que os deslocados de Gaza correm o risco de perder o acesso a serviços básicos, mas, apesar dos obstáculos, o PAM e parceiros alcançaram mais de 250.000 pessoas em 36 locais de distribuição nos primeiros 12 dias deste mês. Parceiros humanitários também distribuíram mais de 5.440 kits educacionais para apoiar cerca de 217.600 crianças durante atividades de aprendizado de verão — porque mesmo em uma zona de guerra, as crianças precisam de dever de casa.\n\nNa Cisjordânia, uma delegação de alto nível do OCHA visitou a vila de Deir Nidham, encontrando famílias palestinas afetadas pela violência de colonos e pela expansão de assentamentos. Ataques de colonos foram responsáveis por cerca de 55% de todas as lesões palestinas na Cisjordânia até agora em 2026 — uma estatística difícil de amenizar. O Porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, disse que o Secretário-Geral está "profundamente alarmado" com o fato de as autoridades israelenses terem concedido status de cidade ao assentamento de Givat Ze'ev, embora tenha observado que essa designação não muda seu status ilegal sob o direito internacional. Todos os assentamentos israelenses na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, são ilegais sob o direito internacional, reiterou Dujarric, lembrando a opinião consultiva do Tribunal Internacional de Justiça de julho de 2024. Os assentamentos continuam sendo um grande obstáculo para uma solução de dois Estados, e o Secretário-Geral renovou seu apelo a Israel para interromper toda a expansão de assentamentos. Porque aparentemente, a mensagem precisa ser repetida.
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